*Cabelos e homens

Recebi um e-mail recentemente com o seguinte e sábio texto:

‘Homem tem que ser tratado igual cabelo! :

Num dia a gente prende, no outro solta, num dia a gente alisa, no outro enrola, dá uma cortada quando precisa, numa semana a gente amacia, na outra é só jogar de lado e ele fica ótimo! Fala a verdade… cabelo dá trabalho…’Mas a mulher consegue viver careca????

Isso não deixa de ser uma verdade, não é?

*Mini concerto grátis

 

  

Para quem não conhece, a FNAC é uma loja que vende livros, CDs, DVDs, Softwares, computadores, aparelhos de som, televisão e todas as coisitas do género eletrónico. É enorme e muitíssimo conhecida na Europa (em Lisboa há muitas). Também vende bilhetes para teatro, concertos e promove alguns eventos, em sua própria loja, de artistas que se vão apresentar na cidade. Já havia ido a um, da cantora de fado Mariza. Hoje, fui a um do Chico César & Paulinho Moska. Ambos cantam juntos e se vão apresentar amanhã, no Teatro São Luís, em Lisboa. Estão de parabéns por serem excelentes músicos e eu felicíssima por ter assistido a esse maravilhoso pocket concerto sem ter desembolsado nem uma moeda. Totalmente grátis e, ainda mais, sentada na primeira fila da plateia.

*A prática ensina

Armar-se em dono(a) de casa é muitas vezes complicado. Essa é uma profissão que requer anos de experiência para aprender a não falhar em detalhes que só o dia-a-dia ensina a evitar.  Não me posso considerar um caos dentro de uma casa, mas estou muito longe de ser um ás como rainha do lar. Passo por momentos de completa falta de espírito para esses assuntos e outros de alguma inspiração. Essa semana, por exemplo, uma luz iluminou as minhas ideias. Receita na mão, ingredientes na mesa e a fé de que tudo iria dar certo, tentei fazer um bolo. Tudo corria bem, até a hora em que fui espetá-lo para ver se estava a assar. Abri a porta do forno e meus olhos, pulmões e cabelos foram surpreendidos por uma enorme nuvem de fumaça negra. Sim. Era isso mesmo. A parte de cima do bolo estava carbonizada. O forno tem várias posições para cozer um alimento (o calor vindo de cima, ou de baixo, ou por todos os lados etc.) e… escolhi uma errada. A coitadinha da minha iguaria ficou tostada em cima e toda crua por dentro. Como uma mãe crédula na saúde de seu filho não desiste nunca, tentei recuperar o pobre diabo. Enfim, no final deu tudo certo e… até que ficou gostosinho (exceto por essa parte queimada, mas facilmente removível). Ah, mudando de assunto, se tiver um sofá que não esteja lá com muito bom cheiro, jogue-o no lixo, ou então ponha uma boa quantidade de talco de criança em cima dele, espalhe-o bem com uma escova e depois, com a ajuda de um bom aspirador, remova-o. Olha, fica um espetáculo! Dessa vez, tudo funcionou direitinho. Vale a pena experimentar. (OBS: Não me responsabilizo por nenhum dano causado)

*Achado lingüístico

 
 

Estava eu, no meu eterno, quase interminavel, deleite a ler “Os Maias”, de Eça de Queiroz, quando de repente… encontrei uma pérola, daquelas negras e valiosíssimas, das profundezas do oceano. Foram duas vezes, duas vezes que a vi. Isso é mais do que comprovar que um dia, um dia… os portugueses também andaram de Ô-NI-BUSSSSSSSSSS (esse pobre veículo de pobre, como eu, em Portugal, chama-se AUTOCARRO). Ou seja, nem sempre o que os brasileiros falam é invenção, anglicanismo e o diabo a quatro, como se costuma dizer. Vejam só (Capítulo VIII):

 “Ora ele, bons ares só compreendia os de Sintra; porque ali não eram só os pulmões que lhe respiravam bem, mas também o coração, rapazes!… De sorte que viera na véspera, no ónibus.”

“_Que bom que fizeste em arrastar cá o maestro, filho… Quantas vezes eu tenho dito àquele diabo que se metesse no ónibus, viesse passar dois dias a Sintra.”

Não faço idéia de como era esse veículo, pois nesse tempo ainda se usavam coches, carruagens. Talvez fosse um veículo que servisse como transporte público. O interessante disso tudo é a existência da palavra e o uso a que o objeto se destinava: transporte de pessoas.

 

*De apagar o sol

Como hoje está um dia extremamente chuvoso, daqueles que, com um pouco mais de água, daria para apagar o sol (será que sou exagerada?), peguei o mote “chuva” e, logicamente, minha memória Jukebox viajou uns aninhos atrás e me trouxe essa deliciosa canção dos A-Ha: Crying in the rain. Com uma dose do anti-esquecimento Youtube, resgatei essa música e, como já diria a “minha avó”, relembrar é viver. Vamos então a isso…

 ”I’m gonna wear a smile and walk in the sun”

 

 

*Um pouco mais de paciência

leitores sem pressa

A vida é realmente muito rápida. Quando não é, queremos rapidamente que seja. Chega segunda-feira e já queremos que seja sexta; recebemos o salário do mês e contamos os dias para que o outro chegue logo; acordamos às 7:00 e já sonhamos com às 18:00, quando voltamos para casa. E assim, o dia passa, o mês passa e a vida vai ficando para trás, sem conseguir ser compatível com os ponteiros do relógio e do dever. O tempo vai escrevendo a história do nosso dia a dia nas linhas que surgem em nossa cara.

A correria das nossas vidas não nos deixa prolongar os assuntos e escrever, por exemplo, mais de 4 linhas em um e-mail (meio mais barato de comunicação). Fico pensando muitas vezes o que vou dizer, o que é importante para que a pessoa pare tudo que está a fazer e leia com atenção. Textos que mais parecem telegramas são muitas vezes a única fonte de contacto. Às vezes queria saber/dizer mais, mas… fica para um outro dia, uma outra hora, um outro ano, um outro… “_ Quem é mesmo você?”

Pensando nisso, tinha umas histórias para contar, podia escrevê-las, mas questiono a difícil tarefa de dizer algo importante e isso me trava. Felizes dos escritores que fazem com que alguém ainda “perca” seu “tempo” para folhear suas ideias, ainda mais um estranho, que não o conhece de lado nenhum. Congratulações àqueles que vivem desse laborioso ofício, em tempos de total “falta de tempo”.

 

*Nervos à flor da pele

 Para reforçar ainda mais o ar primaveril em que vivemos aqui no planeta Europa, começo por dizer que estou com os nervos à flor da pele. Sinto-me como se uma infinidade de borboletas, de todos os tamanhos e cores, viessem bater asas na sobre a minha cabeça e eu, com as mão atadas, não posso tangê-las da minha consciência. Ai, que desespero, que agonia… meu sistema nervoso fez brotar flores do mais refinado stress em minha pele.

Essa semana não teve nada de colorido. O clima estava denso, tenso e mais poluído do que o ar que sai do ar condicionado do escritório onde eu trabalho. Parece que todas as pessoas do mundo estão vivas com o simples propósito de me agredir e me irritar. Todos gritam, todos vomitam, tudo se quebra… Ai, ai… acho que vou ler um pouco de lirismo e poesia, talvez Florbela Espanca, para ver se espanto os nefastos insectos que estão a sobrevoar o meu jardinzinho.

Preciso de Maracugina (Passion Fruit Tea Composition - Calmante natural à base de maracujá), uma dose grande, intravenosa se for possível.


Conclusão: Estou cansada/stressada, aaaaaaaaahhhhhhhhhhhh.

 

*Pétalas e chocolate

 

Mais uma Primavera chegou… Lá se foi mais uma Páscoa… e assim o tempo vai passando. Esse ano, as flores vieram e trouxeram uma forte e fria ventania. O sol mais parece lâmpada de geladeira, como já diria uma amiga minha, porque ilumina, mas nada aquece. Em redor da minha casa, aquelas florzinhas que dão aos montes nos matos e se assemelham a ovos estrelados (pétalas brancas e o meio bem amarelinho), embelezam as encostas das estradas e os seus pólens, e de outras flores mais chiques, bailam pelo ar trazendo a alegria/alergia dessa bela estação, ao clássico som de Vivaldi e dos espirros dos simples mortais (Mortaldis?).

E a Páscoa? Bem, desculpem-me os Católicos Apostólicos Romanos, mas… esse ano só pensei em comer chocolate. A Sexta-Feira Santa foi, para mim, um santo feriado. Calhou muito bem… deu para tirar a soneca dos justos, que comem o pão que o diabo amassa durante todos os dias da semana. Nesse dia não percorri a Via-Sacra, onde vejo inúmeras pessoas cruscificadas em seus veículos, paradas, horas, minutos a fio tentanto chegar a tempo ao calvário/trabalho. Também não vi nenhum filme de Jesus, como de costume (por falar nisso… não sei como permitem que esses filmes passem à tarde, para as crianças assistirem!? É muito apavorante… há muita violência. Quando era criança nem conseguia dormir depois de ver aquilo. Chorava de medo e de pena daquele homem, coitado…). Como de costume, comi apenas peixes e frutos do mar, mas… muuuuito. Cometi por várias vezes o pecado da gula. Perdoai-me Senhor por isso, mas muito obrigada por ter tido possibilidade (em tempos de vacas magras) de ter comida em fartura em minha mesa e de dividi-la com amigos queridos (domingo, éramos oito apóstolos a dividir o vinho e o ”pão” feito por mim (ainda bem que todos gostaram)). Correu, enfim, tudo muito bem nesse feriado. Depois do terceiro dia de folga, cá estou, nova e ressuscitada. Gostei imenso.

*Aniversário do início da travessia

 

 

Como será amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Deus quiser
Como será?…

Hoje, faz três anos que uma conjunção astral ditou as diferentes regras para a minha vida. Se tudo estava escrito nas estrelas, certamente, foi escrito com lápis transparente, porque nem nos meus mais profundos pensamentos e sonhos achei que a minha vida tomaria esse rumo. Parecia que tudo ia a seguir por uma estrada óbvia, para mim, e para todos que me conhecem. Um trajeto pautado no estudo e com vertentes acadêmicas. Um dia, eis que um português cruza o meu caminho. De repente, uma procela no oceano dos descobrimentos faz soprar mais forte nos mares brasileiros e uma galeota paraibana, que viveu por um tempo à deriva (Rio-Paraíba/Paraíba-Rio), atraca enfim no coração português. A partir daí, o filme que se intitulava “A professora de Português” mudou o script e o título passou a ser “Portugal ensina”. Tive de começar do zero. Aprender um novo comportamento, uma nova linguagem, hábitos, tudo.

Para terminar essa conversa, quero dizer que estou muito feliz com tudo o que tenho e sou hoje. Foi difícil, às vezes ainda é e acho que em muitos aspectos vai ser sempre, mas acredito no amor e detesto a solidão. Fecho esse post com um pouquinho mais do fabuloso Fernando Pessoa: 

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.

Nosso primeiro encontro. Há 3 anos…  direto do túneo do tempo…

 

 

*Parabéns mulheres

Na minha opinião, há sempre uma música para tudo, para todas as ocasiões. Hoje, que tal ouvir Womanby John Lennon?! Uma canção feita para as mulheres. 

Woman I can hardly express 
Mulher eu mal posso expressar 

My mixed emotions at my thoughtlessness 
Minhas emoções confusas e minha falta de idéias 
After all I’m forever in your debt 
Pois eu estarei sempre te devendo 
And woman I will try to express 
E mulher, eu tentarei expressar 
My inner feelings and thankfulness 
Meus sentimentos mais profundos e agradecimento
For showing me the meaning of success ooh well 
E por me mostrar o significado do sucesso, oh, bem 
Woman I know you understand 
Mulher, eu sei que você entende 
The little child inside the man 
A criancinha que existe dentro de um homem 

Please remember my life is in your hands 
Por favor lembre-se; minha vida está em suas mãos 
And woman hold me close to your heart 
E mulher, me abrace bem junto a seu coração 
However distant don’t keep us apart 
Apesar da distancia não fique longe de mim 
After all it is written in the stars ooh well 
Pois, afinal de contas, está escrito nas estrelas 
Woman please let me explain 
Mulher, por favor deixe-me explicar 
I never meant to cause you sorrow or pain 
Eu nunca quis te deixar tristeza ou dor 
So let me tell you again and again 
Então vou te dizer vez após vez 
(I love you now and forever)
(Eu te amo, agora e para sempre)