Admirável mundo novo…

Eis que me é descortinada uma nova oportunidade. Como quem sabe faz a hora e não espera acontecer, já diz a canção, lancei-me numa nova aventura em busca de satisfação pessoal e financeira: sou agora consultora de beleza independente da Mary Kay. Nunca tive muito jeitinho para esse mundo da cosmética, mas tudo se aprende na vida e… apertem os cintos e vamos lá!

A empresa Mary Kay foi fundada por uma líder visionária chamada Mary Kay Ash em 13 de Setembro de 1963 e tem como atividade principal a venda direta de cosméticos. Atualmente, a empresa é líder de vendas nos segmentos de cuidados com a pele e maquiagem nos Estados Unidos, onde é sediada (Dallas, Texas). Os sucessos da Srª Mary Kay Ash no mundo dos negócios deixaram uma marca difícil de apagar entre os empresários dos Estados Unidos, e abriram portas às mulheres por todo o mundo, para experimentar o sucesso pelos seus próprios meios. Os produtos Mary Kay são focados em cuidados para a pele e anti-idade, é permitido que a cliente experimente o produto em sessões onde a consultora recebe as clientes e promove testes e divulga novos produtos.

Com mais de 50 anos no mercado, é, portanto, uma multinacional muito bem estabelecida em mais de 35 países (em Portugal há 18 anos), sendo considerada uma das maiores empresas de cosméticos do mundo. Não faz nenhum investimento em propagandas, como outras empresas do setor, e nem permite exposição de seus produtos em lojas. Aposta em um modelo de negócios diferenciado, com foco no desenvolvimento de um plano de carreira para suas consultoras, com o objetivo de vê-las crescer dentro da empresa.

Os cientistas da Mary Kay consultam regularmente dermatologistas independentes e outros experts da área médica de todo o mundo. Em um ano típico a Mary Kay gasta milhões de dólares e conduz mais de 300.000 testes para assegurar que cada um de seus produtos preencha os mais altos padrões de qualidade, segurança e performance o que permite classifica-los como artigos de alta cosmética. Seus artigos são amigos do ambiente e a empresa está empenhada na eliminação de testes em animais e é uma forte defensora da utilização de métodos alternativos para comprovar a segurança dos ingredientes e produtos. A empresa tem também uma grande componente social, pois investe milhões de dólares em organizações ao redor do mundo que ajudam crianças e mulheres carenciadas. Em Portugal, do dia 01 de Maio a 31 de Dezembro de 2014, a Mary Kay irá doar 2,00€ por cada Eau de Toilette Journey of Dreams, da Campanha Beauty That Counts, para apoiar a Operação Nariz Vermelho e ajudar a fazer sorrir ainda mais crianças nos hospitais portugueses.

Trabalhar na Mary Kay é ter as prioridades da sua vida sempre em ordem: valores, família, carreira. Nada é “atropelado”, e com planificação, persistência e trabalho seu sucesso financeiro e pessoal é mais do que garantido. O negócio das Vendas Diretas é uma nova forma de estar na vida, no mundo do empreendedorismo, que cativa pessoas de todos os extratos sociais e culturais a cada dia. Na Mary Kay somos empresárias, empresárias da beleza. O negócio Mary Kay não oferece nenhum risco, pois a empresa dá-nos todo suporte necessário.

Quanto a mim, estou muito feliz por ter agarrado esta oportunidade. No momento, na atual situação do país, apenas este negócio pode pagar os meus sonhos, pois os ganhos são ilimitados e ainda gozo da flexibilidade de horários, o que me permite assumir compromissos com os meus amigos e familiares. Além do mais, dá-me a alegria de ser recompensada por cada desafio alcançado. Na Mary Kay só há ganhos! É com muita alegria e espírito de partilha que transmito estas notícias para vocês. Estarei sempre aqui para apoiar a todas que queiram também agarrar esta oportunidade de um rendimento extra.

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Pele às bolinhas…

Imagem Pensei que tinha escapado, mas, pelos vistos, somente adiei. Adiei o meu momento de ver brotar em meu corpo bolhas mil, estampando a minha pele com imensas… petit pois vermelhinhas (varicela/catapora). Até gosto de roupas com bolinhas, mas bolinhas no corpo não tem a menor piada. Sempre ouvi dizer que quando essas doenças típicas da infância ocorrem na idade adulta é muito mais forte do que seria em caso contrário. A minha filha, com 3 anos, também foi “presentada” com as tais bolinhas, mas com muito menos intensidade e com muito mais rapidez de cura do que as minhas. Devo dizer que não gostei nada de experiência e nem gosto de imaginar as sequelas que a minha pele do corpo terá. Quando ficar apta para ir à rua, vou rapidamente saber que outras doenças pueris possuem vacinas, porque não quero e não tenho mais idade para perder dias dentro de casa e sofrer de dores e marcas. Com a minha filha, muitas aventuras destas ainda me aguardam, uma vez que nada de enfermidades típicas tive na infância. Por isso tenho de me proteger rapidamente do que for possível. Enfim… Hoje fez um belo dia. Depois de muitos meses, dias frios, o sol hoje resolveu brilhar. Foi uma bela notícia da natureza a bater na janela de casa, de onde pude desfrutá-la. Espero que quando eu puder sair desse meu exílio, possa reverenciá-lo e que ele espere por mim, por favor, senhor Sol!

Completo hoje, 7 dias sem sair de casa…

O sabor da romã

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Fui ao mercado fazer a feira aqui de casa e em meio a dezenas de legumes de frutas expostos no local estavam reluzentes romãs. Resolvi então comprar uma. Não sabia bem o que iria fazer com ela, mas, enfim, levei-a. Segundo o Wikipédia, “a romã é uma infrutescência da romãzeira (Punica granatum) e não uma fruta. O seu interior é subdividido por finas películas, que formam pequenas sementes possuidoras de uma polpa comestível”. Dias depois de tê-la comprado, foi que lembrei de saboreá-la. Não comi muitas romãs na vida, talvez, para ser franca, umas duas ou três. Apesar disso, conheço a fruta desde que era criança. Minha avó paterna tinha uma romãzeira em sua casa e costumava pingar o sumo da fruta em seus olhos, na tentativa de ficar curada das cataratas. Não sei onde ela ouviu falar nesse procedimento farmacêutico, mas, enfim, são práticas populares que as pessoas, principalmente as que não tem meios financeiros para irem aos especialistas, adotam na fé de se verem livres de males que as afligem. Sinceramente, não sei se ela chegou a comer uma romã em sua vida. Talvez só a usasse nos seus olhos. Dizem que o seu consumo pode ajudar a reduzir a pressão arterial e ser utilizada na prevenção de alguns problemas cardiovasculares. Minha avó morreu de um ataque fulminante do coração, dentro de sua casa simples, com seus hábitos simples e na companhia de minha tia, deficiente física e mental que mal conseguia relatar o que se havia passado, e talvez ainda com muita catarata. Será que ela degustava aqueles pequenos rubis do interior da romã que, segundo dizem, poderia ter enriquecido sua dieta e minimizado seu problema cardíaco? Bem, anos se passaram depois disso e as lembranças das romãs foram enterradas com a minha avó. O que sei é que só fui degustar uma romã depois que cheguei a Portugal, já com mais de trinta anos de idade. Nem sabia que também se podia comer, pois conhecia apenas o seu uso para os olhos, até que um colega do escritório onde trabalhava me ofereceu a metade de uma. Adorei o seu sabor, mas também não me dei ao trabalho de comprar mais e/ou procurar por ela em minhas idas aos (super)mercados. Atualmente, estou tentando fazer uma alimentação mais rica em nutrientes que consumi pouco ou nunca consumi na vida. Quero conhecer novos sabores. É engraçado como muitas vezes precisamos cruzar fronteiras para dar valor, ou conhecer, as coisas que estão mesmo debaixo de nossos narizes durante anos. Talvez, agora, coma romã mais vezes e de diferentes maneiras. Com isso tudo, lembrei-me da minha avó. Espero que ela esteja muito bem onde tiver.

Mais um adeus…

  • adeusComo diz o compositor: “A vida vem em ondas como o mar, no indo e vindo infinito…”. Não vou fechar a porta agora e achar que, quando tornar a abri-la, encontrarei tudo no mesmo lugar. Sempre há mudanças, mas, atualmente, os quadros ganham novos contornos muito rapidamente e a perplexidade invade meu espírito sempre que os defronto. O novo se mistura ao velho velozmente, colorindo, mas também borrando, a paisagem fixada com muito esforço em minha memória. As células… Sim. Elas correm. Correm e esticam o corpinho de (ex)bebe de minha filhinha e correm dos corpos cansados de meus pais. E eu? Fico no meio desse espetacular movimento natural arranjando pontos, pontes, trajetos, passagens… que unam mais rapidamente esses opostos afim de tentar driblar o tempo e fazer-nos conviver o máximo possível e com boa qualidade de vida. Mais uma estadia está chegando ao fim. Voltarei em breve para minha casa, em Portugal. Revi alguns amigos, comi bastante, engordei bastante, tive momentos infindos de insônia (jetleg horrores), vi minha filha brilhar, saltar, brincar à luz do sol tropical, reconhecendo vovô e (bisa)vovó e chamando por eles em suas brincadeiras. Foi tudo muito bom. Agora, é arrumar as malas, vencer a angustia da futura saudade avassaladora e voltar para o meu lar, para o meu marido e para uma vida nova que me espera para começar.

Mais uma de Paris

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Achava que não iria mais a Paris, pelo menos não tão cedo. Mas eis que surgiu uma oportunidade e lá fomos nós outra vez. O tempo foi curto até para vermos os monumentos e caminhos tradicionais, pois temos agora de seguir o ritmo da criança, da minha filha, que tem dois anos. Embora ela ame correr, suas perninhas não aguentam o fantástico subir e descer de escadas das estações de metro e… as nossas pernas, um pouquinho maiores do que as dela, sofreram também um bocado. O calor do verão era intenso e não podíamos nos dar ao luxo de não o enfrentar. Todas as horas eram aptas a passeios. Foi muito bom a experiência e ainda tive a sorte de rever algumas pessoas amigas. Como já frisei várias vezes por cá, Paris é sempre uma festa. Apesar disso, há quadros que também chocam. Não se tratam de pinturas muito exóticas, pois mendigos a dormirem nas ruas, no seu mais completo grau de abandono pela sociedade e pela sua própria alma, é cenário facilmente encontrado em muitos países, por isso passam “em branco” aos olhos de muitas pessoas, mas causam mal estar por não combinarem com o conceito de lugar belo, organizado e rico. Enfim, coisas das sociedades modernas. Apesar disso, vale muito a pena sempre visitar aquela cidade. Amo o bairro de Montmartre que, na minha opinião, nada é mais parisiense. Segundo o Wikipédia: “Em 1860, o bairro foi ligado à cidade e transformou-se num ponto de encontro importante de artistas e intelectuais, famoso pela sua animada vida noturna. Modelos, bailarinas e pintores como Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh, Renoir e Toulouse-Lautrec frequentavam o lugar, contribuindo para criar um clima libertário.” Muito lindooo!!

Os lírios de Veríssimo

lírios + veríssimo
Essa semana, finalmente, acabei um livro que havia comprado numa feira de livros do Chiado, em Lisboa, e gostei muito: “Olhai os lírios do campo” do escritor brasileiro Érico Veríssimo. A brochura é de 1973, mas o texto é de 1938, apesar de o aspecto psicológico das personagens e sociedade serem bastante atuais, atemporais, portanto. O título da obra diz respeito a uma passagem bíblica (“Olhai os lírios do campo, não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles.”).
Os personagens do livro questionam muitas vezes onde está o poder de Deus que não atua diante das misérias do mundo. Eugénio, o protagonista, é um médico proveniente de uma família pobre e consegue, a custa de um casamento sem amor com Eunice, fazer parte da alta sociedade, onde ela habita. Vive durante muito tempo sob a luz da superficialidade, da ganância, do preconceito, da indiferença para com os problemas da humanidade, do comodismo. Não esquece, porém, de Olívia, ex-colega de curso, pessoa de alma simples, por quem teve um grande amor. A morte de Olívia e a existência de uma filha em comum, o fez descer os degraus sociais e mudar de universo por opção. Passou a conviver de perto com as doenças, com a impotência para salvar vidas, com problemas de foro íntimo dos cidadãos (doenças venéreas, que matavam/infectavam muitas pessoas na época, loucura etc), com a morte, e com a incerteza do que era ter escrúpulos e se havia um limite para isso. Há diálogos e opiniões fortíssimas sobre variados assuntos, principalmente sobre a existência e o papel de Deus diante da ganância, da doença e dos males que afligem a humanidade. Um trecho do livro explica o seu título:

“Deixou a janela e, como costuma fazer quase todas as manhãs, pegou um livro de medicina para estudar. Leu algumas páginas com a atenção vaga. Não podia esquecer a doçura da hora. Deviam estar lindas as ruas sob aquele sol maduro e amigo. Imaginou-lhe os reflexos nas árvores do parque, de sombras frescas, azuladas e cheirando a sereno. Os marrecos nadando no lago. Ana Maria atirando-lhes migalhas de pão… Fecho o livro, brusco, tornou a metê-lo na prateleira. Aproximou-se de novo da janela. O “Megatério” lá estava, esfumado no meio da neblina. A sua fachada de cimento achava-se marcada de recortes claros e simétricos, tabuletas, placas com nomes de médicos, dentistas, engenheiros, advogados, modistas, escritórios, clubes…
Se naquela instante – refletiu Eugénio – caísse na terra um habitante de Marte, havia de ficar embasbacado ao verificar que, num dia tão maravilhosamente belo e macio, de sol tão dourado, os homens, na sua maioria, estavam metidos em escritórios, oficinas, fábricas… E se perguntasse a qualquer um deles: “Homem, porque trabalhas com tanta fúria durante todas as horas de Sol?” – ouviria esta resposta singular: “Para ganhar a vida”. E no entanto a vida ali estava a oferecer-se toda numa gratuidade milagrosa. Os homens viviam tão ofuscados por desejos ambiciosos que nem sequer davam por ela. Nem com todas as conquistas da inteligência tinham descoberto um meio de trabalhar menos e viver mais. Agitavam-se no Mundo e não se conheciam uns aos outros, não se amavam como deviam. A competição transformava-os em inimigos. E havia muitos séculos tinham crucificado um profeta que se esforçara por lhes mostrar que eles eram irmãos, apenas e sempre irmãos.”