oncinha

Parece que este ano as estampas de onças e de tigre estão muito em voga. Em todas as lojas vejo calças, bolsas, calçados, lenços etc todas com as mais vastas pintas dos felinos. Quando era mais nova, tinha um preconceito do mais alto nível contra essa qualidade de ilustração nas roupas femininas (masculina então… nem posso falar…). Estampa de onça, para mim, era sinônimo de uma vulgaridade sem par. Detestava. Costuma pensar que era roupa de mulher dos seus dos seus quarenta e tais anos e desquitada. Tenho até vergonha de declarar que tinha esse pensamento ridículo, eheheh. Atualmente, ou já deixei de ser preconceituosa ou… o fato de estar a alguns dias dos quarenta está mudando o meu modo de ver a moda. Já é possível ver algumas peças no meu armário vestidas de cobra… E, sinceramente, ando altamente inclinada a aderir às oncinhas… Parece uma observação sem importância, mas, para mim, é uma quebra de tabu. É libertar-me de um fardo que é o preconceito, o julgamento antecipado. Outra fatiota também recheada de más línguas é camisa cor-de-rosa para homem. Olha, já não penso mais assim. Que mal tem uma cor na vida de uma pessoa? Estou pensando seriamente em comprar uma peça de onça para mim e uma camisa rosa para meu marido e festejarmos a minha entrada nos -enta (40). Uma mudança total nos padrões de comportamento e de imagem!

estilhaço

Metade minha,

Cara,

Roubada.

Tudo acabado.

Um corpo, ingrato,

estranho,

ramificado sobre nós.

Laços desfeitos.

Suores de amor…

Agora, orvalho de uma noite

Sem estrelas.

Alma vaga,

Sorriso congelado,

Respirar forçado.

O coração, vaso de vida,

Vermelho fraco,

Estilhaçado.

 

(by Sandra Marques, 2004)

“Tempos houve em que ir ao cinema era um acto elegante, que merecia indumentária apropriada, e também um acto social – ia-se para ver e ser visto. As grandes salas de cinema foram desaparecendo da cidade e, hoje, vai-se ao cinema nos centros comerciais, no intervalo de umas compras.” (Margarida Acciaiuoli em “Os cinemas de Lisboa: Um fenômeno urbano do século XX“).Cine-Municipal

Depois de assistir a uma entrevista com essa autora, sobre o seu maravilhoso livro, fiquei a lembrar dos tempos em que ia para o Cinema Municipal e o Cinema Plaza, ambos no centro da cidade onde nasci (João Pessoa, capital da Paraíba, Brasil) e o Cinema do Hotel Tambaú, que ficava na orla. Na época, meados dos anos 80, não havia os Shoppings que há hoje que dominam as maiores salas de cinema da cidade e tinhamos a opção de nos deslocar a vários pontos da cidade para assistir o que nos apetecia na altura. O que é verdade, é que também não tinha a violência que há hoje e podiamos desfrutar dos cinemas com portas para as ruas e caminhar pela cidade à noite sem muitas preocupações. Ia muito com os meus irmãos e com os meus primos (Clarissa e Edgar) e com a minha amiga de infância (Ana Paula). Era muito divertido e éramos mesmo muito novos, alguns de nós eram mesmos crianças e íamos sozinhos para as sessões. Os filmes d’Os Trapalhões eram verdadeiros acontecimentos na cidade. Filas homéricas se faziam na compra dos bilhetes para entrar. Vendia-se até um pedacinho do chão do cinema (cansei de sentar no chão para assistir aos filmes que eu queria… As calças viviam manchadas com os chicletes que estragavam o tapete vermelho da sala). Encontrávamos, principalmente aos fins de semana, todos os colegas da escola e… muitos namoros começavam lá, no escurinho do cinema. Os filmes inesquecíveis dessa minha época dourada foram todos os de Os Trapalhões, ET, Karatê Kid, Roger Habbit, Dirty Dancing, Rambo, Cinema Paradiso, Coquetel (com Tom Cruise), Os Goonies, Indiana Jones e muitos outros. Depois do filme, íamos fazer um lanche na lanchonete Douglas, que era como o Mac Donald’s, ou na pizzaria Bambino’s (não estou muito certa dos nomes, mas acho que eram esses), ambos próximas ao Municipal e Plaza. Era muito bom!! Depois voltávamos de ônibus para casa.

espelhoTenho uma página pessoal no Facebook e a visito e a movimento com bastante frequência. Sim. Já tive vontade de a mandar para a PQP Setentrional, ou para algum lugar mais distante de mim, mas sempre volto a reabri-la. Muitas vezes, as vidas que nos passam aos olhos, fazem-nos sentir mal, fracassados, sem valor, numa competitividade ridícula que não nos leva a lugar nenhum. Todos, ou muitos, procuram mostrar o seu melhor lado social, profissional, os seus sucessos e quem lê passa a acreditar piamente que as pessoas vivem assim a 100% e em tempo integral. A nossa existência, a que sabemos real, passa a ser uma porcaria. Todos, enfim, parecem ser melhores do que nós: amam seus maridos/esposas mais e melhor do que nós, são pais/mães mais amáveis, são mais felizes, mais inteligentes, são profissionais impecáveis, têm planos e são mil vezes mais organizados do que nós. Enfim, as redes sociais despertam variados tipos de sentimentos e é preciso estar preparado para adentrar esse mundo sem sucumbir aos devaneios e aparências de outrem. Quando alguém me pergunta: Por que você gosta do Facebook? Adjetivos mil vêm a minha mente: bisbilhoteira, fofoqueira, exibicionista etc. (ehehehehe) Sei lá! Na verdade, gosto do jogo de partilhar informações e, principalmente, de ver e rever pessoas que fazem parte do meu presente e um dia passearam no meu passado e podem vir a fazer parte do meu futuro. Gosto de saber o que elas são, o que fazem e como estão. É como ter um baralho mágico: cada amigo é uma carta que representa um leque de informações que podemos sacar da manga quando for preciso. É muito bom ter professores, administradores, médicos, farmacêuticos, engenheiros, designers, arquitetos, enfermeiros, cozinheiros, mães experientes, jornalistas… assim, à distância de um clic, não é? E o melhor ainda é conhecê-los e saber que eles ao menos lembram de nós ou de nossa passagem pelas suas vidas. Parece que todos estão tão próximos que podemos falar, ver e partilhar novidades rapidamente. “-Aceita um chá com bolachas?” (eheheh) Muitas pessoas que partilham de meu perfil fizeram parte de minha adolescencia e estavam com suas imagens congeladas no meu passado, num espaço temporal que hoje se move graças às tais redes sociais. Fico perplexa de ver os miúdos(as), agora graúdos(as), com filhos, muitos(as) gordos(as), muitos carecas, muitos(as) esbeltos(as) ainda… Afinal, o tempo passa para todos… O que será que dizem de mim? eheheheh. É engraçado, não é? Bem, que sejamos felizes, ou inventemos a nossa felicidade, não interessa. Feliz 2013 a todos!

kronborg-Hamlet

Castelo de Kronborg – Dinamarca

Se há algo de novo no Reino da Dinamarca, sinceramente, eu não sei. Será a crise econômica da Europa a chegar por lá? O que sei é que o mês de novembro me proporcionou novas emoções. Depois de seis anos sem participar de congressos e nem apresentar trabalhos científicos, eis que me calha de ir para Copenhague, participar de um colóquio sobre línguas românicas e fazer a apresentação dos resultados preliminares da minha pesquisa de pós-doutoramento. O facto de ir sozinha para um país distante que nunca tinha ido antes, não me fez borboletas na barriga, pois também sabia que iria reencontrar uma grande amiga e, muitas vezes, companheira de viagens inesquecíveis, que certamente me salvaria de situações mais embaraçosas. O nosso plano inicial, traçado online, era passear, passear até as penas já não mais aguentarem, como costumávamos fazer e adorávamos (tudo depois dos trabalhos, claro!). Para passar esse período fora de Portugal, tive de deixar, pela primeira vez sozinhos, minha filhinha e meu marido, o que ofuscou um pouco o brilho e o encanto do local, pois senti muito a falta deles. Não sei se por esse motivo, ou se por ter perdido um pouco de meu espírito aventureiro, fiquei um bocado cansada e sem muita paciência para grandes jornadas de caminhadas diárias. No hotel onde fiquei hospedada, juntei-me a um grande grupo de brasileiras, que também iria participar do colóquio. No meu minúsculo quarto, éramos três e lá era o “quartel general” onde todas se reunião à noite para contar histórias, planejar os intinerários do dia seguinte, tomar vinhos com iguarias locais e de outros países de onde algumas delas tinham vindo antes de lá estarem e, como não podia deixar de ser, dar boas gargalhadas e fazer muito barulho. Foi engraçado. Viajei em um sábado e na segunda-feira à tarde já era dia de minha apresentação. Passei a manhã indo constantemente ao banheiro e nem cheguei a almoçar direito, pois estava com meu nervosismo habitual (tenho pânico de situações em que sou o centro das atenções), mas durante a exposição, correu tudo linda e calmamente. Senti a minha alma serena, o que me deixou bastante contente depois. Foram mais dois dias de apresentações das outras colegas e, enfim, chegou o momento dos passeios mais distantes. Apesar de minha pequena apatia, proporcionada pela saudade e pelo frio, desfrutei muito das paisagens. Adorei as várias referências feitas ao escritor Hans Christian Andersen, das inúmeras bicicletas que dão movimento e vida à cidade e faz defilar para os estrangeiros as belas figuras dos nativos, impressionei-me com a educação e disponibilidade para ajudar dos dinamarqueses, comi muito bem e conheci lugares fantásticos, como, por exemplo, o castelo de Frederiksborg e o castelo/fortaleza de Kronborg, também conhecido por muitos como “Helsingor,” o palco para muitas representações de Hamlet, famosa tragédia de William Shakespeare. Enfim, foi uma experiência incrível, além de me lançar novamente no mundo acadêmico, ainda tive oportunidade de conhecer pessoas encantadoras e de vislumbrar paisagens belíssimas.

Imagem(…) Conduz-me o teu perfume às paragens mais belas; / Vejo um porto ideal cheio de caravelas / Vindas de percorrer países estrangeiros; // E o perfume subtil do verde tamarindo, / Que circula no ar e que eu vou exaurindo, / Vem juntar-se em minh’alma à voz dos marinheiros. (Perfume exótico – Charles Baudelaire)

Com engenho e arte, com açúcar e com afeto vou, junto com o meu marido, vivendo e sempre elaborando um casamento que completou essa semana seis anos. Numa terra de história, de reis, rainhas e castelos, vim construir o meu reino de sonhos, adornados com paredes cor-de-rosa, bolinhas brancas e com o perfume do amor. Portugal tornou-se o meu lar. Ao longo desse tempo, muitas lágrimas de saudade do Brasil contribuíram para salgar o mar que me separa de minha família. O sôfrego tom do fado, algumas vezes, manchou de cinza a minha fantasia de princesa luso-brasileira. O meu humor subiu e desceu muito mais do que sete colinas lisboetas e as pedras portuguesas do caminho seriam dificuldades muito maiores se não tivesse na companhia de meu marido, uma pessoa maravilhosa, que me fez ir além da dor e enxergar o céu espelhado no azul do mar. Cruzamos muitos Bojadores juntos com êxito. Atualmente, o mar que nos circunda está um bocado tempestuoso. As brumas da economia é uma nebulosa na vida de muita gente no Velho Mundo. Hoje temos uma filha que nos obriga a ser marinheiros cautelosos e evitar os mares nunca dantes navegados. A economia estrangulada nos obriga a adquirir novos hábitos e a ver o futuro nas próximas horas, sem alargamentos. Dentro dessas diretrizes, vamos tentando não azedar a nossa vida, nossa relação. Vamos saboreando docemente as nossas conquistas e esperando sentir o agradável perfume de mais um outono/Outubro de nossa união.

Sim. Portugal está em crise e, a quem interessar possa, tenho uma ideia para uma micro-empresa: um restaurante para crianças, com direito a serviço de entrega em domicílio e um outro ser humano para dar o alimento ao baby. Por que eu mesma não abro esse negócio? Porque sou um fracasso a alimentar a minha filha. Quero ser cliente vip desse futuro estabelecimento. Tenho um bebé de 18/19 meses que me dá imenso trabalho para comer. Tenho muito boa vontade para lhe fazer comidinhas e essas coisas, mas… ela sempre “dá para trás” com muito do que lhe preparo. Isso gera profunda e incansáveis angústias dentro de mim. Torno-me uma criança mais infantil do que ela consegue ser, pois a cada rejeição, dá-me vontade de me enfiar debaixo das cobertas e de lá não sair nunca mais. Muitas das minhas amigas, que têm crianças com essa faixa etária, dizem-me: “deixe-a. Ela não come porque não tem fome!” Ela tem fome, o problema é esse. Já fiz imensos exames de sangue etc. para saber se ela tinha algum problema de saúde, mas, ainda bem, não é esse o caso. Ela tem muita falta de peso. Tem 18 meses e apenas 9kg. Se deixa de fazer uma refeição, isso já conta. Quando tem uma constipaçãozita, fica finiiiiiiinha, fininha… As costelas aparecendo e… a minha angústia chega a níveis de stress/depressão altíssimos. E ainda vem uns idiotas perguntarem: “- Mas ela não come por quê?” Essa pergunta é de um nível de idiotice jamais visto. SEI LÁ!!!!  Se soubesse estava muito bom. NÃO SEI!!! Ela não me sabe dizer!!!! Dizem que a mãe tem muita culpa nisso, pois passa o stress para a criança e a faz rejeitar a comida. Então, o que eu posso fazer? Não consigo mais recuperar o meu estado normal antes de lhe alimentar, pois fico sempre na ânsia de que tudo corra bem. Já a mandei para a escola, para ela comer lá. Mas ainda me sobram os jantares e as refeições do fim de semana. Isso parece ser um problema maior do que se pensa. Essa é a pior parte da incrível arte de ser mãe. Quando comparo as pernas e pés dela com uma criança de 9 meses, chego a ficar assustada, pois o bebézinho é um monstro junto dela. Ai, ai, dá até vontade de rir, às vezes. É sempre bom manter o bom-humor, senão fica louca. Por favor, após ler esse texto, não me venha dizendo: “-Ah, meu filho(a) nunca teve isso, graças a Deus come muito bem…”. Se não foi para a judar, não me venha angustiar mais com a sua felicidade, ehehe.

Semana passada, um novo acontecimento veio apresentar-me a novas emoções: a minha filha, minha pequeneninha de 18 meses, foi para a escola. Para o infantário. Já havíamos vivido rapidamente essa experiência, pois a pus em uma creche quando fui ao Brasil visitar os meus pais. Ela frequentou o espaço durante um mês. Se gostou? Nem por isso. Chorava muito e só queria estar no colo das educadoras. Nos últimos dias que lá ficou, é que começou a se adaptar melhor. Achava que tudo iria correr mais tranquilamente desta vez, mas… nada feito. Ela foi os dois primeiros dias com muito boa disposição, depois ficou doente o resto da semana e teve de faltar. A segunda semana foi de readaptação e de choradeira (minha e dela). Só tenho a dizer que tudo isso é muito complicado para a minha cabeça. Vivi durante mais de um ano com ela e para ela, tudo dentro de nossa rotina de vida, ou dentro da nossa falta de rotina. De repente, fico sem ela o dia todo, tenho de estabelecer hábitos alimentares e elaborar técnicas para dormirmos cedo, para que possamos nos adequar bem ao dinamismo escolar. Ainda me sinto perdida dentro da minha liberdade, dentro da minha atual condição de pessoa-cheia-de-horas-só-para-mim (já fui cortar o cabelo, fazer as unhas, entrei em um curso de inglês…). Sinto culpa de sentir felicidade de agora poder ser e caminhar só comigo mesma, sem empurrar carrinho, andar com bolsas e sacolas etc. Às vezes, penso que a estou sacrificando para poder sentir esse momento. Passei uns dias a duvidar da capacidade do pessoal do infantário de a fazer feliz, uma criança com alegria. Depois, a realidade me diz que ela não é a única criança que lá está e tiro um crédito de dentro da manga em nome da melhor confiança possível que tudo vai dar certo. Céus, penso muita coisa afinal: será que ela come direito? Será que dorme bem? Será que as pessoas têm paciência com  ela? Será que vou ficar louca? Enfim. Espero que essa fase passe, tanto para mim, quanto para ela. Estou com um peso nos ombros, na expectativa de ver como tudo se vai processar nesse primeiro mês. Acho que com o tempo, as peças hão de se encaixar com facilidade. Bem, assim espero.

Seis anos de Blog!!! Ele teve início quando vim morar definitivamente em Portugal. Não tinha objectivo de falar única e exclusivamente de minha vida de imigrante, embora esse também fosse um tópico que seria recorrente, logicamente. Muitas experiências vivi nesses anos: Casei, tive três empregos diferentes, também passei meses desempregada, frequentei, pela primeira vez, tribunais do trabalho em busca de meus direitos, tirei novos documentos, fiz amigos, perdi amigos, tive uma filha, ganhei consoantes em minha escrita, enfim, esse blog me acompanhou por toda essa jornada. A medida que o tempo passa, novos desafios são lançados em minha vida e, certamente, algumas linhas de cada experiência vão ser deixadas por cá. Ganhei um amigo, um diário (não funciona diariamente, mas pronto!). Atualmente, é difícil ter algo para escrever, uma vez que ando ocupada com exclusividade na minha tarefa de ser mãe, mas gosto demais quando descarrego umas letras aqui. Bem, é isso. Espero que consiga escrever durante anos no meu cantinho e muito obrigada por cada participação, por cada comentário deixado.

Hoje fui ao Consulado Geral do Brasil em Lisboa. Fui saber o que era preciso para minha filha ser legalizada como brasileira. Sou casada com um cidadão português e a criança, a nossa filha, tem 18 meses e documentação apenas portuguesa (cartão do cidadão, certidão de nascimento e passaporte). Nas informações, disseram-me que o primeiro passo a dar era fazer o registo brasileiro de nascimento da menina. Para tanto, é preciso fazer o agendamento online no seguinte endereço: www.agendacgbl.com ou através do e-mail agendaconsulado@agendacgbl.com

O declarante poderá ser o pai ou a mãe, se ambos tiverem nacionalidade brasileira. Poderá ser a mãe, se o pai não tiver nacionalidade brasileira ou poderá ser o pai, se a mãe não tiver nacionalidade brasileira.

Precisam de ser apresentados os seguintes documentos:

* Original e cópia do assento de nascimento expedido pela conservatória portuguesa (se ambos os pais tiverem nacionalidade brasileira, poderá ser apresentado o original e cópia do boletim de nascimento);

* Original e cópia das páginas 1, 2 e 3 do passaporte do pai e da mãe brasileiros (também da página 6, se tiver alguma anotação) ou cópia do bilhete de identidade do pai ou da mãe estrangeiros).

“Quando os pais viajarem ao Brasil, deverão levar a certidão de nascimento fornecida pelo Consulado-Geral para transcrevê-la no Cartório do Registro Civil de sua cidade ou no 1º Ofício da capital ou Estado em que passaram a residir, dentro de 180 dias do retorno ao Brasil.”

O senhor das informações disse-me que após registar a criança como brasileira, tem de se dar entrada no passaporte brasileiro dela, se pretende viajar para o Brasil. O passaporte, para uma criança de 1 ano, tem validade de 1 ano. Com 2 ou 3 anos de idade, o passaporte vale por 2 anos. A partir dos 4 anos de idade, o passaporte é válido por 5 anos. Quando for viajar, é preciso levar os dois passaportes. Diante dessa “complicação” toda, resolvi que vou esperar um pouco mais.

Para maiores informações, clique aqui.

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