Abril 20, 2008...11:25 pm

Achado lingüístico

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Estava eu, no meu eterno, quase interminavel, deleite a ler “Os Maias”, de Eça de Queiroz, quando de repente… encontrei uma pérola, daquelas negras e valiosíssimas, das profundezas do oceano. Foram duas vezes, duas vezes que a vi. Isso é mais do que comprovar que um dia, um dia… os portugueses também andaram de Ô-NI-BUSSSSSSSSSS (esse pobre veículo de pobre, como eu, em Portugal, chama-se AUTOCARRO). Ou seja, nem sempre o que os brasileiros falam é invenção, anglicanismo e o diabo a quatro, como se costuma dizer. Vejam só (Capítulo VIII):

 “Ora ele, bons ares só compreendia os de Sintra; porque ali não eram só os pulmões que lhe respiravam bem, mas também o coração, rapazes!… De sorte que viera na véspera, no ónibus.”

“_Que bom que fizeste em arrastar cá o maestro, filho… Quantas vezes eu tenho dito àquele diabo que se metesse no ónibus, viesse passar dois dias a Sintra.”

Não faço idéia de como era esse veículo, pois nesse tempo ainda se usavam coches, carruagens. Talvez fosse um veículo que servisse como transporte público. O interessante disso tudo é a existência da palavra e o uso a que o objeto se destinava: transporte de pessoas.

 

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