Abril 28, 2007

Barbie: Brinquedo de sempre

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Hoje passei a tarde na encantadora cidade de Sintra, Portugal. Além de todos os seus palacetes, palácios, quintas de supreendente beleza, há também, dentre outros, o Museu do Brinquedo. Fiquei encantada com os inúmeros carrinhos, navios, bonecas, casinhas e muitos outros brinquedos dos mais diversos anos e países de fabricação. Pareceu passeio para crianças, né!? Mas não foi. Nesse museu, também aprendi como o regime político de alguns países usavam (usam) os brinquedos para manipular as crianças, formando, portanto, futuros adeptos de determinada ideologia. As Barbies faziam parte da exposição permanente. Nossa! Como elas têm glamour! Já sou “grandinha” há muuuuitos anos, mas… rendo-me aos encantos dessa boneca, de seus modelitos e do luxo. Sua elegância e corpo são fontes de inspiração para estilistas, manequins, anoréxicas e para acender a centelha do consumismo voraz em nosso ser. Ai, ai… Quem não queria ser uma Barbie… um Ken, hein!? Que atire em mim a primeira pedra. Enfim, essas são algumas fotos que capturei da exposição.

Abril 20, 2007

O círculo da sedução

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Final de semana passado, recebi um convite para assistir a uma partida de futebol em um camarote de um estádio (Estádio da Luz, Benfica, Lisboa). Não gosto muito de futebol, mas não desperdicei a oportunidade. Achei o estádio belíssimo, não que já tenha ido a muitos, longe disso e muito pelo contrário. Mais uma vez, supreendi-me com a maravilha do espetáculo. As torcidas organizadas (claques) não param de emanar vibrações positivas para os seus ídolos, que estão em duelo pela bola, símbolo sagrado cuja adoração ultrapassa gerações. Faceira, ela rola, rebola, pula, salta e seduz a todos com os seus movimentos. ‘A bola’ acarecia sensualmente ‘o relvado’, mas o que todos querem é vê-la abraçada com ‘a rede’. Essa relação homo é/foi aplaudida por muitas sociedades do mundo. Muitos voyeuxs, vugo torcedores, já sucumbiram ao desespero por não ver esse momento de puro climax se concretizar. Se fosse para sofrer danos por isso, já estava toda seqüelada, porque não fui a um jogo em que pudesse presenciar esse caso de amor. Ô, que coisa hein!?

Março 24, 2007

Algumas da língua portuguesa

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Andei colecionando algumas diferenças lexicais entre o português falado no Brasil (PB) e o falado em Portugal (PE). Vamos a elas!

Oriente-se: PB / PE
*No futebol:
Escanteio / pontapé de canto
Goleiro / guarda-redes
Gol / golo
Gramado / relvado
Camisa / camisola
Uniforme / equipamento
Impedimento / fora de jogo
Tiro-de-meta / pontapé de baliza
Trave / trave + balizas
Técnico da seleção / selecionador
Cabeça de área / trinco …
*No Zodíaco:
Áries / carneiro
Câncer / caranguejo
Libra / balança
*Sexo, corpo, saúde:
Vagina: buceta, piriquita / cona
Pênis: pau, rola / pila, piça
Testículos: ovos, saco / tomates
Preservativo: camisinha / camisa, durex
Bunda / rabo, cú
Boquete / broche
Tesão / tusa
Orgasmo: gozar / estar-se a vir
Meleca, catôta / macaco
Costeleta / patilha
De quatro / à canzana
gala, gozo / nhanha
Aids / sida
Câncer / cancro
*Na rua, outros:
Ônibus / autocarro
Cartório / conservatória
Van / carrinha
Shopping / centro comercial
Dirigir carro / conduzir
Carteira de habilitação / carta
Placa de carro / matrícula
Faixa de pedestre / passadeira, zebra
Pedestre / peões
Lanchonete / pastelaria, café
Calçada / passeio
parada de ônibus / paragem
trem / comboio
metrô / metro
bonde / eléctrico
direção hidraulica / direção assistida
cigarro / tabaco
Ingresso, entradas / bilhete
*Higiene, limpeza, casa, objetos:
Absorvente / penso higiénico
Band-aid / pensinhos
Mamadeira / biberão
Água sanitária / lixívia
Descarga / autoclismo
Banheiro / casa de banho
Vaso sanitário / sanita
condicionador / amaciador
sabonete líquido / gel de banho
chapa (dentes) / placa
Celular / telemóvel
durex / fita-cola
Ventilador / ventoinha
Grampeador, grampos / agrafador, agrafos
Lustre / abajour
Abajour / candeeiro
Gibi / banda desenhada
Xícara / chávena
Geladeira / frigorífico
Frizer / geladeira
Travesseiro / almofada
*Computador:
arquivo / ficheiro
salvar como / guardar como
tela inteira / ecrã inteiro
mouse / rato
autofalante / autifalante
outros controles / outros controlos
*Profissões, nomes, gírias, modos de falar:
Bicha, gay / paneleiro
sapatão / fufa
bobo, idiota / parvo
mauricinho / betinho
patricinha / betinha
moça / rapariga
menino(a) / miúdo(a)
menino / puto
cara (para homens) / gajo
encanador / canalizador
contador / contabilista
batedor de carteira / carteirista
sobrenome / apelido
apelido / alcunha
legal, massa / fixe, giro
se brincar… / se calhar…
Jogar no lixo / deitar no lixo
aqui / cá
*Vestuário:
calcinha / cueca
short / calções
camiseta / t-shirt
camisola / camisa de dormir
cueca / cueca, boxers
jeans / ganga
meias / meias, peúgas
*Alimentação:
claras em neve / claras em castelo
abobrinhas / courgetes
vagem / feijão verde
sanduíche / sande
pizza / piza
misto quente / tosta mista
chope / imperial
petisco de carne (em cubos) / pica-pau
bife a cavalo (carne + ovo) / bitoque (carne + ovo + batata frita)
Lingüiças / enchidos
suco / sumo
camarões / camarões, gambas

E muito mais…

Março 17, 2007

Sessão abobrinhas

homer

 Minha irmã mandou um e-mail para mim que… pelo amor de Deus, nunca li tanta abobrinha na minha vida…! Sinceramente, gosto imenso dessas coisas e me diverti demais. Não querendo perder estas “belíssimas” frases de vista, resolvi colocá-las aqui. 

*Batman pegou seu bat-sapato social e seu bat-blazer. Onde ele foi?
  A um Bat-zado

*Por que o elefante não incendeia?
  Porque ele ja é cinza

*Se o cachorro tivesse religião, qual seria?
  Cão-domblé

*O que o cavalo falaria ao telefone?
  Passava um trote

*O que resulta do cruzamento de pão, queijo e um macaco?
  Um X-panzé

*O que o tomate foi fazer no banco?
  Foi tirar extrato.

*O que a galinha foi fazer na igreja?
  Assistir a Missa do Galo.

*Como as enzimas se reproduzem?
  Fica uma enzima da outra.

*Por que a Coca-Cola e a Fanta se dão tão bem?
  Porque se a Fanta quebra, a Coca-Cola!

*Por que não é bom guardar o quibe no freezer?
  Porque lá dentro ele esfirra.

*Por que as plantinhas não falam?
  Porque elas são mudas.

*Por que o Batman colocou o batmóvel no seguro?
  Porque ele tem medo que robin.

*Por que Peron não teve filhos?
  Porque sua mulher Evita!

*Como o Batman faz para que abram a bat-caverna?
  Ele bat-palma.

*Como se faz omelete de chocolate?
  Com ovos de páscoa !

*Por que na Argentina as vacas vivem olhando pro céu?
  Porque tem “Boi nos Ares”!

*Para que servem Oculos verdes?
  Para verde perto…

*Para que servem óculos vermelhos?
  Para vermelhor…

*Por que o jacaré tirou o jacarezinho da escola?
  Porque ele réptil de ano.

*Você conhece a piada do fotógrafo?
  Ainda não foi revelada.

*Como se fala top-less em chinês?
  Xem-chu-tian.

*Você sabe qual a diferença entre a lagoa e a padaria?
  Na lagoa há sapinho, e na padaria, assa pão.

Janeiro 29, 2007

What’s going on

 

Conheci essa música nos anos 80, interpretada por Cindy Lauper, e sempre fico emocionada quando a ouço. Ela tem uma temática anos 60 que, infelizmente, não deixa de ser atual. Lembro-me da guerra no Vietnã, do filme Hair, Martin Luter King em seu “I Have a Dream” e, atualmente, do filme Babel. Tenho vontade de, junto com a Cindy, gritar, com um nó na garganta, WHAT’S GOING ON!!!!! Meu irmão participou de um espetáculo de dança no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com uma coreografia de Renato Vieira que era uma homenagem ao Jazz (“Suíte Jazz”), um estilo de dança bastante praticado nos anos 80 e que, na minha opinião, exprime toda a vontade de colocar a música em movimento. Adoro-o demais, acho-o muito lindo e sinto pena de hoje ser considerado um estilo brega. Bem, nesse espetáculo, uma das canções era essa e quase morro de chorar, por ela, pelo meu irmão, que estava lindo em cena, pela cena, pelo espetáculo, por tudo, enfim.

WHAT’S GOING ON
(Alfred Cleveland, Marvin Gaye, Renaldo Benson)
Mother, mother
There’s too many of you crying
Brother, brother, brother
There’s far too many of you dying
You know we’ve got to find a way
To bring some lovin’ here today

Father, father
We don’t need to escalate
War is not the answer
For only love can conquer hate
You know you’ve got to find a way
To bring some understanding yeah today

Aw, picket lines, picket signs
Don’t punish me with brutality
Talk to me so you can see
Oh what’s going on,
Tell me what’s going on

Mother, mother
Ev’ry body thinks we’re wrong
Baby who are they to judge us
‘Cause our hair is long
You know we’ve got to find a way
To bring some understanding here today

Good God

Janeiro 28, 2007

Do meu ângulo

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Semana passada, fui assistir a um jogo de futebol em um estádio, o segundo da minha vida e ambos em Lisboa. Da primeira vez, a equipe para quem torcia perdeu de 1×0 e desta vez ficou empate 0×0. Conclusão: para o bem do clube, não vou mais a nenhum jogo dele. Assistir a um jogo ao vivo realmente é muito diferente. Senti falta da voz do narrador, de ver os lances de variados ângulos, da imagem trabalhada pelo operador da câmera e da velocidade com que os jogadores correm de lado a lado quando os vemos pela televisão. Parece que o campo é menor e há mais jogadores do que o habitual, as jogadas são mais lentas e muito do que se passa ao nosso redor é tão interessante quanto o protagonista da cena: o futebol. Para não dizer que essa é uma visão feminina dos fatos, havia muitas mulheres na claque, ”mandando ver com o juíz” e entendendo muito bem o que se passava no gramado, ou relvado, como queiram. A questão da incompatibilidade de gênios entre as mulheres e o futebol é muito ultrapassada e machista e não vale a pena ser levantada. Enfim, apesar do desprazer de não ter tido a oportunidade de gritar um “gooooooollllll(ooooo)!!!!” para a minha equipe, gostei da experiência e acho que todos os elementos que compõem uma partida de futebol fazem dela um grande espetáculo.

O campo lexical do futebol, em português, também é um espetáculo à parte (port. brasileiro / port. europeu): gol / golo; gramado / relvado; goleiro / guarda-redes; escanteio / pontapé de canto; tiro de meta / pontapé de baliza; camisa / camisola; uniforme /  equipamento; empedimento / fora de jogo; arquibancada / bancada; técnico da seleção nacional / seleccionador; trave / trave + balizas; equipe / equipa; pênalti / falta máxima… e muito mais que não lembro agora.

Janeiro 24, 2007

Mundo enquadrado

Hoje fiquei presa em um trânsito de fazer dó, como em muitos outros dias, quando volto para casa do trabalho às 18H00. Uma fila interminável de veículos me fazia crer que dali não sairia jamais. Dormi, acordei e a paisagem era a mesma. Dentro do ônibus (=autocarro) onde estava, o silêncio e o sono dominavam as pessoas que eram cumplices no cansaço de um dia de trabalho. Olhei para o infinito e um mar de luzes vermelhas e amarelas que daçavam na escuridão da estrada faziam-me navegar (a menos de 20km/h) nas ondas dos meus pensamentos que, de repente, sofreram a interferência de um ruido, um chiado, seria o canto da sereia? Não, era um ser portador de um IPod, com seus fones de ouvido que para nada servem, pois deixam escapar um tixitxitxiturumtixi, uma linguagem extraterrena incompreensível e irritante. Toda essa situação, enfim, fez-me lembrar a música da Adriana Calcanhoto: “Esquadro“, pois passamos tanto tempo vendo o mundo através de uma janela de um transporte público ou particular, que olhamos a sociedade, a natureza como se estivessem enquadradas em uma tela. A imagem captada depende da localização em que estamos dentro do veículo. Tiramos, enfim, várias fotografias em movimento ao longo do trajeto.

(…)
pela janela do quarto
pela janela do carro
pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
eu vejo tudo enquadrado
remoto controle

eu ando pelo mundo
e os automóveis correm para quê?
as crianças correm para onde?
transito entre dois lados de um lado
eu gosto de opostos
exponho o meu modo, me mostro
eu canto pra quem?

(…)

Janeiro 13, 2007

Jogo da vida

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A vida é mesmo um jogo e a cada peça mexida uma nova consequência atinge esferas inesperadas. Essa conclusão avivou-se em minha mente ontem, depois que assisti ao filme Babel, com Brad Pitt e Cate Blanchett no elenco. Esse não é um filme, imagino, que venha a cair no gosto popular, mas, na minha opinião, é incrível e vale muito a pena assisti-lo. Bem, saí do cinema com vontade de fugir, mas para onde, já que tudo ao meu redor é mundo.

Janeiro 9, 2007

Cheiro da morte

Assisti ao filme “O Perfume”, baseado no romance de Patrick Süskind. Achei a história interessantíssima, pois tem um enredo muito diferente e inusitado. Não cheguei a ler o livro, mas conheço quem já leu e diz que é uma excelente narrativa.

Síntese da história (by site da FNAC): Esta estranha história passa-se no século XVIII e é fruto de um extraordinário trabalho de reconstituição histórica que consegue captar plenamente os ambientes da época tal como as mentalidades. O protagonista é um artesão especializado no ofício de perfumista, e essa arte constitui para ele – nascido no meio dos nauseabundos odores de um mercado de rua – uma alquímica busca do Absoluto.
O perfume supremo será para ele uma forma de alcançar o Belo e, nessa demanda nada o detém, nem mesmo os crimes mais hediondos, que fazem dele um ser monstruoso aos nossos olhos. Jean-Baptiste Grenouille possui no entanto uma incorrupta pureza que exerce um forte fascínio sobre o leitor. O Perfume, publicado em 1985, de um autor então quase desconhecido, foi considerado um dos mais importantes romances da década e nunca mais deixou de ser reeditado desde então, totalizando os 4 milhões de exemplares vendidos, só na Alemanha, e 15 milhões em países estrangeiros. Foi traduzido em 42 línguas. Este fenómeno transformou-o num dos mais importantes livros de culto de sempre.

Janeiro 8, 2007

Atravessando o Atlântico

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