A roda do destino

Tem dias que a gente se sente / Como quem partiu ou morreu / A gente estancou de repente / Ou foi o mundo então que cresceu / A gente quer ter voz ativa / No nosso destino mandar / Mais eis que chega a roda-viva / E carrega o destino pra lá / (…) / A gente vai contra a corrente / Até não poder resistir / Na volta do barco é que sente / O quanto deixou de cumprir / Faz tempo que a gente cultiva / A mais linda roseira que há / Mas eis que chega a roda-viva / E carrega a roseira pra lá / (…) / Roda mundo, roda-gigante / Roda-moinho, roda pião / O tempo rodou num instante / Nas voltas do meu coração. (“Roda-viva” – Chico Buarque) 

Somos muito impotentes diante das voltas da vida. Há dias que tudo corre bem e nos leva ao topo da esperança, mas há outros em que não adianta ter habilidade para realizar uma tarefa, porque no momento crucial, um detalhe nos pega e põe todo o esforço feito cair por terra. Nesses momentos, nadar contra a corrente, só se for para exercitar, como já dizia Cazuza. O melhor é ficarmos um pouco quietos, contemplativos e resignados. Examinar estratégias pacientemente, para fazer a bola rolar no gramado esburacado, que, a depender da leitura da situação, pode ser um campo de futebol em tempo de chuva (os buracos são obstáculos para se obter a vitória), ou um campo de golf em dias de sol (os buracos são oportunidades de marcar pontos).

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