De linha a linha

 pipas4Minha leitura é um pouco à conta-gotas. Não tenho uma leitura vertical. A minha é mesmo horizontal, aquela em que devoro cada palavra e linha. Sei que desse jeito se lê um livro de, no mínimo, mês em mês e olhe lá. Não tive nenhuma pressa para dar cabo da leitura de “O caçador de Pipas” (The kite runner), pois cheguei a sentir pena de deixar aqueles personagens tão queridos longe de meus olhos que realmente… bailaram de linha a linha, numa completa perplexidade e fluidez ao sabor do rítimo da escrita de Khaled Hosseini, da cultura Afegã e das atrocidades cometidas pelos Talibãs. Gostei demais e recomendo. Um adjetivo pode descrever o que senti ao ler a última linha: devastada.

Obrigada amiga Rose, por me ter presenteado com um mimo tão rico.

Saí do Afeganistão, agora, até parece que para rimar, entrei no Japão, na noite de Tóquio, à bordo da leitura de “After Dark, os passageiros da noite“, de Haruki Murakami. Espero que goste tanto quanto o anterior. Depois, daqui a alguns longos dias, conto como foi essa nova viagem.

4 pensamentos sobre “De linha a linha

  1. Nossa, fico bem feliz que gostou do Caçador!! Lembro de ter ficado tão angustiada e triste com as atrocidades presentes no livro, mas a poesia de cada palavra, de cada frase, faz a gente valorizar demais sua leitura.

    Parabéns pelas leituras! Conta mesmo como é o “After Dark”, tá? No momento, entre as leituras da tese, me debruço sobre a saga Twilight (Crepúsculo) e estou gostando bastante!

    Bjo!

  2. Sou neta de intelectuais, eles sempre me disseram para não ler best seller que estes podem nos confundir, desde pequena flerto com Lispector, Leminski, Baudelaire, Machado, Fagundes Telles. Porém, às vezes esqueço os comentários dos meus avós e leio livros mais vendidos, romances como Caçador de Pipas, para min este livro é tão belo, a cultura Afegã, as invasões da URSS, os grupos terroristas, os temíveis talibãs, um livro cheio de tristezas, encantos.Vale a pena ler Sob a cidade do Sol do mesmo autor, a dores das mulheres que se escondem atrás de roupas negras, não por gosto, mas por obrigação.

    Ana Luísa Nardin

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