Retorno aos clássicos

O que gostaria de ter feito na adolescência, que podia fazer, mas não fiz? Sinceramente… acho quePoliana deixei escapar uns beijinhos aqui e acolá, mas o que deveria ter feito mesmo era ter lido, com o tempo que tinha, todos os clássicos da literatura juvenil mundial da estante da casa dos meus pais (além da coleção do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, de Monteiro Lobato). Não gostava de ler, tinha preguiça e nada era empolgante. Coisas de adolescente com problemas existenciais… Ainda li um ou dois, como “David Copperfield” (Charles Dickens) e “Odisséia” (Homero), mas eram muitos, lindos, coloridos, capa dura e… deixei escapar esse mundo encantado pelos meus dedos. Já na faculdade, minha amiga Rose me emprestou o “Pollyanna Moça” (Eleanor H. Porter), que me fez verter prantos sem parar. Quando comecei a lecionar, invadi o mundo dos piratas, corsários, tesouros e mapas com meus alunos (5º e 6º anos), pois lemos a fundo “A Ilha do Tesouro”, de Robert Louis Stevenson. Lemos sobre todo tipo de pirataria, inclusive a que se pratica na atualidade (CDs, DVDs etc.) e aprendemos sobre cartografia com o professor de geografia, que também participou do projeto. Foi muito interessante e fico contente por ter proporcionado essa aventura a dezen"Alice no país das maravilhas" e o gato Cheshireas de crianças. Bem, já não tenho mais 15 anos, mas nem tudo está perdido. Resolvi revisitar os clássicos, relaxar e voar um pouco nas asas da imaginação. Comecei por “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carroll que, a meu entender, é extremamente surreal (adoro o gato Cheshire, que só vive a rir). Fico impressionada a todo momento com as extravagantes cenas. Um mundo lunático que mais parece um filme do David Lynch’s. Aconselho a leitura aos psicólogos, pois Alice não se compreende e nem é compreendida onde ela está. Acho que tudo vai muito além do mundo infantil, mas pronto, não é aí que quero chegar. Quero apenas me divertir. O que me aguarda? “Dom Quixote de la Mancha” (Cervantes), “As aventuras de Tom Sawyer” (Mark Twain), “Robinson Crusoe” (Daniel Defoe) e muito outros que tiver oportunidade.

Tesouros da Juventude
(Lulu Santos/Nelson Motta)
Nuvens negras, tempestades no céu
Nós os piratas do sonho
Aventuras nesses sete mil oceanos
Negros gatos, gritos no casarão
Nós os heróis de brinquedo
Navegantes desses mares de ilusão

Perdidos no tempo
Achados no espaço
Senhores da terra
Deuses de aço
Mocidade independente
Soldados da força
De corpo fechado
São anjos pagãos
Vazados de luz
Feito santos de vitral

E a voz desses meninos
Que morreram cedo
Se ouvirá como um silêncio iluminados
(Duane, Brians, Janis, Jimi, John)
Dream is over, novo sonho a se anunciar

10 pensamentos sobre “Retorno aos clássicos

  1. Nossa, Sandra, que coisa linda!! E eu que nem me lembrava que tinha te falado do Pollyanna. Esse livro me é uma referência muito grande; posso dizer que ele mudou a minha vida e o modo como eu via as pessoas e o mundo.

    A academia é às vezes tão decepcionante. O Jon usou como texto da prática da dissertação dele várias adaptações belíssimas dos contos de fada clássicos. A banca questionou o porquê de ele ter usado conto de fada para a 8ª série. Achei essa uma pergunta tão descabida, de resposta tão óbvia. Ainda bem que ele tinha justificado direitinho no trabalho (vê se isso é pergunta). Os contos são eternos e ao contrário do que se prega eles ultrapassam gerações independentemente de idade. Conheço adultos que têm grande dificuldade em ler os contos de fada. São mesmo universais.

    Parabéns pela iniciativa! Eu quero ler/reler tudo isso, quando o tempo me permitir.

    Bjão, minha leitora preferida!!

  2. Sandra, vc é sempre espetacular nos escritos. Retomar as leituras dos clássicos faz parte dos meus planos.

    A Alice é um dos meus preferidos, li ainda lá na graduação em 2003. Quanto a Pollyanna só li depois que casei, acho que foi o mesmo… uma vez que Rose me emprestou. Claro, com maior ciúme, já que recebeu de prêmio de melhor aluna na sétima série. hehehehehe

    Que vc consiga ler ao máximo.

    bjão!

  3. Ai eu também me arrependo de não ter lido tudo o que deveria. Adoro os clássicos da literatura universal e sempre acabo dando preferência a eles na hora de escolher a próxima leitura, o ruim é que fico meio bitolada a esse tipo de leitura. Nunca li Lewis Carroll, mas ganhei dois livros dele: um com suas obras completas e um álbum, ambos da coleção “Blibliotèque de la Pléiade” (huhuuu), o problema é que ganhei outros pouco mais de 50 livros (todos clássicos) e fico sem saber o que ler primeiro, acho que vou colocar o ” Alice” na fila hehe. Bjs

  4. Menina, a capa de Pollyana é tudo de bom… Cara de safada horrores…Nunca li. Mas, lembro que, na escola, as meninas que eram pegas lendo Pollyana, todo mundo “tirava onda”. O boato que rolava era que “Pollyana” tinha muita safadeza e ensinava muita sacanagem para as meninas… Imagino que não tinha nada disso, mas lembro que era preocupação das mães… E isso nem faz muito tempo, hein! “Alice…” me inspirou muitos trabalhos. E pensar que o Lewis Carrol era matemático… Dizem que “Alice” é pura lógica nos diálogos. Não entendia bem porquê na época, mas, quando li, me apaixonei. É muito fantástico. Super-fantástico, mesmo. E lembro que achei até que Emília imitou Alice, com a Chave do Tamanho…Será?
    Saudade.
    Beijo, Tuca.

  5. SOBRE A EMILIA IMITAR ALICE, CONCORDO PODE SER QUE ELA IMITOU ALICE MEESMO, POIS DONA BENTA CONTAVA DIVERSAS HISTÓRIAS….E TB A EMILIA PEGOU A IDÉIA DA SININHO DO PETER PAN COM SEU PÓ DE PIRLIMPIMPIM…
    ESSES COMENTÁRIOS SOBRE OS CLÁSSICOS SÃO GENIAIS…ATÉ PENSEI QUE EU ERA A ÚNICA QUE ESTAVA NESTA FASE DE LER E CONHECER ESSAS HISTÓRIAS INCRÍVEIS…

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