Uma escrita de ouro

Estou lendo “Crepúsculo” da Stephanie Meyer, um livro que me foi oferecido por uma querida amiga (a Rose). O que dizer dele… Bem, ainda não terminei a leitura, o que é um evento fantástico, a comparar aos outros leitores que o devoram em um dia, mas muito do que já li parecia sair das páginas de um diário de adolescente, exceto pelos vampiros. Já não sou adolescente há alguns anos, infelizmente. Embora assim, lembro-me do “será que ele está a olhar-me?”, “o que ele disse, com todas as letras, e como foi a sua expressão?”, “ele gosta mesmo de mim, ou não?”, “Será que ele me vai beijar?” e de todas as angustiadas e curiosas interrogações a respeito das primeiras pessoas que despertam o nosso romantismo mais profundo. Não tinha carro, como tem a Bella (protagonista da saga Twilight), mas a minha paixão platônica tinha. Nos anos 80 (abafa o caso), o cantor brasileiro Leo Jaime fez sucesso com uma música chamada “A vida não presta“, cuja letra era assim: Você vai de carro para escola e eu só vou a pé / você tem amigos a beça e eu só tenho o Zé / para consolar as tardes de domigo que eu passo a sofrer /sonhando em ter um carro conversível (descapotável) para você me querer… Nossa, como chorava ouvido essa coisa horrível… (risos!). Bem, voltando ao livro, que bem poderia ter o sofrido romantismo desse fundo musical, talvez a história toda fosse desenvolvida em um terço de suas páginas, mas… principalmente para as meninas, não seria a mesma coisa. A troca de olhares entre Bella e Edward (o vamp); a procura dela por ele na hora do intervalo entre as aulas; a perseguição dos outros meninos para sair com ela; os pensamentos e dúvidas dela sobre ele; os relados dela sobre a aparência física dele e do desejo que a faz idiota e sem noção do perigo, é que dá tempero a coisa. Em “Lua Nova”, cujo filme está em exibição nos cinemas portugueses, os personagens do sub-mundo fantástico (vampiro <Robert Pattinson> e lobisomen <Taylor Lautner>) travam duelo pelo amor de um ser humano: a desastrada Bella (Kristen Stewart). Pretendo dar uma averiguada no cine ainda. Vou ver como se dá o desenrolar dos fatos no ecrã. Sinceramente, tenho admiração por essas pessoas, como a S. Meyer, que, sem cientificismo e através da escrita, levantam legiões de fãs e está, todos os dias, na Trending Topics do Twitter (New Moon), por exemplo. Não é fácil, hoje em dia, descobrir ou construir leitores… Gostando ou não, a verdade é que é muita gente a movimentar o mesmo assunto: os seus livros. Descobriu mesmo a fórmula do ouro.

2 pensamentos sobre “Uma escrita de ouro

  1. É, acho que ela teve mesmo foi sorte. Escrever e ter sucesso escrevendo é ter sorte mesmo, porque hoje em dia é repugnante a idéia de que a humanidade lê cada vez menos. Também achei os livros um tanto enfadonhos, mas no auge da moda e do zum zum zum das listas de best sellers e fotos nas livrarias, a gente vai comprando e se distraindo com o convívio com o impossível. No fim de tudo, acho que prefiro mesmo andar com os lobos!!!!

    E mais sucesso para a Meyer!

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