Frozen para Meninos

Frozen Ana ElsaO mundo gira, gira, gira e vai mexendo, mudando e transformando as coisas e as nossas vidas. Eis que agora tenho uma loja de artigos infantis. De produtos licenciados da Disney e Marvel. Apaixonei-me por este universo e abracei a ideia de viver entre estes personagens diariamente. Sinto uma enorme alegria de ver entrar e sair gente de minha loja, compradores ou não, a admirar os produtos, principalmente quando são crianças. Esse momento também é mesclado com alguma tristeza, quando vejo um menino apaixonado por uma mochila cor-de-rosa da boneca Elsa do Frozen e… a mãe não o deixar levar porque irão gozar com ele na escola. A coitada da criança não via mais nada além das coisinhas do Frozen… Tive muita pena dele, sinceramente. Uma infância frustrada por uma sociedade ridícula. A mãe estava muito sentida também, porque sabe que tais personagens trazem-lhe sorriso, alegria, mas… não os poderá demonstrar além das quatro paredes de sua casa sob pena de poder sofrer bulling. Muitos fornecedores de tais produtos têm como uma das opções para os meninos, os artigos com o personagem Olaf, que é o boneco de neve do desenho. Um certo disfarce para ocultar o gosto dos meninos pela irmãs Ana e Elsa. Um gosto que possivelmente possa ser uma tendência homossexual, na ideia de muitos adultos e de crianças filhas desses adultos que, em se tratando do século XXI, são completamente idiotas. Tenho uma filha de 4 anos e ela gosta muito da Elsa também. Eu até cheguei a pensar que não havia mais ninguém que gostasse tanto da tal boneca quanto ela até me ser apresentado esse menino. Ela também gosta do Homem Aranha. Ama de paixão o gajo aracnídeo e, se querem saber, acho piada em tudo isto. Não estou minimamente preocupada com as tendências dela. Quero que ela se divirta, que seja feliz, que curta a sua infância com todo o seu potencial. Que possa escolher os desenhos, as personagens que quiser. Se ela for gay, ou deixar de ser, certamente não vai ser culpa do coitado Homem Aranha. É chegado o momento de repensarmos os azuis e cor-de-rosa bebé de nossa sociedade. É chegado o momento de deixarmos nossas crianças serem livres. Usufruírem da liberdade de não terem tabus. Deixarem-nas crescer como pássaros e viver em um mundo, um futuro, construído por elas, com muito menos preconceito e mais compreensão. E… Façamos o favor de sermos todos felizes/livres.

Alimentação infantil

Sim. Portugal está em crise e, a quem interessar possa, tenho uma ideia para uma micro-empresa: um restaurante para crianças, com direito a serviço de entrega em domicílio e um outro ser humano para dar o alimento ao baby. Por que eu mesma não abro esse negócio? Porque sou um fracasso a alimentar a minha filha. Quero ser cliente vip desse futuro estabelecimento. Tenho um bebé de 18/19 meses que me dá imenso trabalho para comer. Tenho muito boa vontade para lhe fazer comidinhas e essas coisas, mas… ela sempre “dá para trás” com muito do que lhe preparo. Isso gera profunda e incansáveis angústias dentro de mim. Torno-me uma criança mais infantil do que ela consegue ser, pois a cada rejeição, dá-me vontade de me enfiar debaixo das cobertas e de lá não sair nunca mais. Muitas das minhas amigas, que têm crianças com essa faixa etária, dizem-me: “deixe-a. Ela não come porque não tem fome!” Ela tem fome, o problema é esse. Já fiz imensos exames de sangue etc. para saber se ela tinha algum problema de saúde, mas, ainda bem, não é esse o caso. Ela tem muita falta de peso. Tem 18 meses e apenas 9kg. Se deixa de fazer uma refeição, isso já conta. Quando tem uma constipaçãozita, fica finiiiiiiinha, fininha… As costelas aparecendo e… a minha angústia chega a níveis de stress/depressão altíssimos. E ainda vem uns idiotas perguntarem: “- Mas ela não come por quê?” Essa pergunta é de um nível de idiotice jamais visto. SEI LÁ!!!!  Se soubesse estava muito bom. NÃO SEI!!! Ela não me sabe dizer!!!! Dizem que a mãe tem muita culpa nisso, pois passa o stress para a criança e a faz rejeitar a comida. Então, o que eu posso fazer? Não consigo mais recuperar o meu estado normal antes de lhe alimentar, pois fico sempre na ânsia de que tudo corra bem. Já a mandei para a escola, para ela comer lá. Mas ainda me sobram os jantares e as refeições do fim de semana. Isso parece ser um problema maior do que se pensa. Essa é a pior parte da incrível arte de ser mãe. Quando comparo as pernas e pés dela com uma criança de 9 meses, chego a ficar assustada, pois o bebézinho é um monstro junto dela. Ai, ai, dá até vontade de rir, às vezes. É sempre bom manter o bom-humor, senão fica louca. Por favor, após ler esse texto, não me venha dizendo: “-Ah, meu filho(a) nunca teve isso, graças a Deus come muito bem…”. Se não foi para a judar, não me venha angustiar mais com a sua felicidade, ehehe.

Dia de escola…

Semana passada, um novo acontecimento veio apresentar-me a novas emoções: a minha filha, minha pequeneninha de 18 meses, foi para a escola. Para o infantário. Já havíamos vivido rapidamente essa experiência, pois a pus em uma creche quando fui ao Brasil visitar os meus pais. Ela frequentou o espaço durante um mês. Se gostou? Nem por isso. Chorava muito e só queria estar no colo das educadoras. Nos últimos dias que lá ficou, é que começou a se adaptar melhor. Achava que tudo iria correr mais tranquilamente desta vez, mas… nada feito. Ela foi os dois primeiros dias com muito boa disposição, depois ficou doente o resto da semana e teve de faltar. A segunda semana foi de readaptação e de choradeira (minha e dela). Só tenho a dizer que tudo isso é muito complicado para a minha cabeça. Vivi durante mais de um ano com ela e para ela, tudo dentro de nossa rotina de vida, ou dentro da nossa falta de rotina. De repente, fico sem ela o dia todo, tenho de estabelecer hábitos alimentares e elaborar técnicas para dormirmos cedo, para que possamos nos adequar bem ao dinamismo escolar. Ainda me sinto perdida dentro da minha liberdade, dentro da minha atual condição de pessoa-cheia-de-horas-só-para-mim (já fui cortar o cabelo, fazer as unhas, entrei em um curso de inglês…). Sinto culpa de sentir felicidade de agora poder ser e caminhar só comigo mesma, sem empurrar carrinho, andar com bolsas e sacolas etc. Às vezes, penso que a estou sacrificando para poder sentir esse momento. Passei uns dias a duvidar da capacidade do pessoal do infantário de a fazer feliz, uma criança com alegria. Depois, a realidade me diz que ela não é a única criança que lá está e tiro um crédito de dentro da manga em nome da melhor confiança possível que tudo vai dar certo. Céus, penso muita coisa afinal: será que ela come direito? Será que dorme bem? Será que as pessoas têm paciência com  ela? Será que vou ficar louca? Enfim. Espero que essa fase passe, tanto para mim, quanto para ela. Estou com um peso nos ombros, na expectativa de ver como tudo se vai processar nesse primeiro mês. Acho que com o tempo, as peças hão de se encaixar com facilidade. Bem, assim espero.

In the air…

ImagemSemana passada parti, eu e minha filha de 15 meses, em viagem para o Brasil. Primeira paragem: Rio de Janeiro. Fui visitar o meu irmão que mora lá e… pretendia ver mais pessoas amigas. Para concretizar os meus planos, dispunha de um fim-de-semana e mais 2 dias. Logo descobri que quando se viaja com um bebé, tudo que se consegue é lucro e não vale a pena planejar nada, pois diante do primeiro obstáculo, tipo uma febre misturada com um tempo nublado/chuvoso, tudo vai por terra e… o tempo de estadia termina e tudo que se tinha em mente fica por fazer. A criança resolveu chorar todos os dias que lá estive e resistir a pisar o solo carioca. Colo, colo, colo era a palavra de ordem.  Não preciso dizer que minha vontade era ir embora o mais rápido possível para me livrar dessa situação. Os meus lugares de visita foram a feira de frutas e legumes, o supermercado, um shopping e uma noite fomos ao teatro, assistir à peça O Mágico de Oz, em que meu irmão atua. Minha mãe foi ter comigo lá e também foi vítima dos descontroles da minha baby. Fico feliz de ainda ter visto Dona Nadir, que não está lá muito bem de saúde, Luiza, Sr. Nilton e alguns colegas de meu irmão do teatro. Lamento não ter visto os meus professores, Carol, Cecilia, Renata. Espero que a vida me dê mais oportunidades e tempo de encontrar com todas essas pessoas.

Segunda e atual paragem: João Pessoa, na casa de meus pais. O quadro de chororo ainda persiste, mas com ligeiras melhoras. Estou em vias de ter uma sincope nervosa. Aproveito esse espaço para dizer que estou na área e quem puder me ver, ou tiver muito tempo para me ver, venha ou me espere. Tenho vontade de visitar toda a gente, mas não estou podendo planejar encontros, pois corro o risco de falhar e depois me sentir muito mal. Não tenho o telefone de todos, portanto, fiquem à vontade para me procurar. Ficarei imensamente feliz e minha alma se regozijará (ai como é difícil dizer isso!). Fica aqui novamente o meus mais profundo lamento às pessoas que não pude ver nessa ocasião.