De amor a zinco

bodas-de-aco-como-comemorarEste mês, completo, ou melhor, completamos, 10 anos que estamos casados, as tais bodas de estanho e zinco. Para abrilhantar esta data… Êpa, acabo de vislumbrar, da prateleira da estante, uma embalagem do Multivitaminico e Multimineral Centrum Select 50+ “completo de A a Zinco”. Pois… depois destes anos todos, é preciso um complemento assim, embora, pelo menos eu, sinta-me completa: tenho um coração preenchido de boa convivência, de amizade, de partilha, de diálogo, de carinho e, como não pode deixar de haver, de amor.

Aqui em casa, vagueiam nossas quatro pernas, mais duas que fizemos e quatro patas. Um conjunto de um dinamismo incalculável. Na atualidade, viver “coisas de casal” até parece um sonho distante. À noite, todas estas pernas/patas parece que andam unitariamente pelos quatro cantos da casa e formam casais diferentes do que era suposto. Nunca se sabe que quadro se irá descortinar durante a manhã, quem acordará com quem e onde. São nessas fases que muitos casamentos sofrem insolvência e a presença dos metafóricos elementos estanho e zinco tem extrema importância.

O zinco simboliza o quanto  o casal está seguro, preparado e comprometido para fazer sacrifícios para manter sua aliança saudável, pois este metal é utilizado principalmente em ligas metálicas de aço, ferro e alumínio, para proteger estes outros metais da corrosão e da ferrugem. O estanho é um metal maleável e flexível devido ao seu baixo ponto de fusão, e isso indica o ponto em que está a relação do casal, que depois de dez anos, já está adaptado um ao outro, e é mais flexível em relação aos possíveis desentendimentos do dia a dia.

Atingir dez anos significa que conseguimos, através das próprias conquistas, carregar o comprometimento de uma década com nossas escolhas do passado. Conseguimos dez lindos anos de experiência, vivência, paciência, flexibilidade e adaptação. É um estar-se preso por vontade, como já diria o Camões. Um fogo que arde de forma calma e intensa, com uma luz que precisa orientar uma criança e trazer-lhe tranquilidade, segurança e paz.

Que nunca nos falte estanho e zinco e que nosso casamento seja sempre multimineralizado. Não vou dizer que te amo aqui, porque parece coisa de maricas, piegas, não é?

 

Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

O Museu do Louvre é visitado por 8,5 milhões de pessoas todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 74,000 vezes em 2010, o que quer dizer que se fosse uma exposição no Louvre, eram precisos 3 dias para que as mesmas pessoas a vissem.

Em 2010, escreveu 12 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 145 artigos. Fez upload de 35 imagens, ocupando um total de 9mb. Isso equivale a cerca de 3 imagens por mês.

O seu dia mais activo do ano foi 31 de Maio com 445 visitas. O artigo mais popular desse dia foi Belos versos.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram search.conduit.com, google.com.br, google.pt, search.babylon.com e mail.live.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por versos bonitos, amor, estadio da luz, embrião e cristo rei

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Belos versos Novembro, 2006
526 comentários

2

Casamento em Portugal Outubro, 2006
596 comentários

3

Consulado Brasileiro em Lisboa Maio, 2009
59 comentários

4

Notas sobre o amor Dezembro, 2006
5 comentários

5

Trilha sonora Setembro, 2006
20 comentários

Novas feições

detalhes tão pequenos A partir de hoje, este blog, que antes se chamava Sobretudo (e mais alguma coisa…) toma agora novos contornos. Passarei a dar ênfase aos pequenos detalhes que fazem a diferença em minha vida e fazem, na minha opinião, o mundo ter a sua diversidade. As diferentes áreas da vida serão abrangidas e deixo aqui já o registo de que aceito textos que possam enriquecer o meu, o nosso, senhor leitor, universo de detalhes. Acho que vou me divertir muito com essa nova aventura e espero que seja divertido também para quem aprecia as (entre)linhas desse blog.

Férias, here we go!

Aproximam-se minhas férias e a famosa angústia se apodera dos espaços em torno da pergunta “o que eu vou fazer para aproveitar o tempo?” Apesar de gostar de que as coisas aconteçam, sem planos e datas, ainda assim sou violada mentalmente por esse questionamento. Acho que vou aderir ao dolce farniente sem culpa nenhuma. Para mim, ter tempo para dormir, não ter hora para comer, não se preocupar com o que vestir, jantar e almoçar com o meu marido, que é coisa rara, já é extremamente divertido. Gosto de viajar. Isso não posso negar, mas não posso negar que também é muito stressante pensar em tudo meses antes, enfrentar filas homéricas em aeroportos, encontrar alojamento, reunir a macacada e a papelada, preparar roteiro, esforçar-se para que todos gostem de tudo… ai. Já estou cansada só de pensar que, além disso tudo, o calor tira toda a inspiração e energia da pessoa. Depois, quando vemos fotos e vídeos, fica aquela doce recordação de mais uma experiência vivida e a sensação de que tudo foi fácil, divertido, e não vemos a hora de partir novamente.

Instabilidade

Sexta choveu. Sábado vento frio. Domigo ensolarado. Segunda talvez chova novamente, talvez tenha de usar casaco. Terça posso calçar uma sandália. Quarta talvez tire as botas do armário; Hoje choro, amanhã sorrio, depois de amanhã irrito-me; O Papa em digressão contra a pedofilia, dentro da própria Igreja. Católicos portugueses contra o casamento gay. Presidente católico contrariado decreta a lei da união oficial entre homossexuais em nome do futuro financeiro do país; Portugal de olhos voltados para o futebol na África do Sul. Em Lisboa, a Copa do Mundo de Judô Masculino faz um campeão português e pouca gente sabe; Patrocinador da Selecção promove a vuvuzela acreditando que o povo irá soá-las só antes dos jogos, o que não acontece, e vai fazer desse Mundial de Futebol um inferno e prejudicar a concentração dos atletas. E o Brasil? Não sei. Já não moro mais lá. Ainda deve ser o país mais rico e mais pobre do mundo, mais ensolarado, mais chuvoso, com muita água e muitas áreas secas, com muitos trabalhadores e muitos oportunistas, com muita gente honesta e muito ladrão, com índios e paulistas, uma pátria mãe, madrasta, que eu amo e tenho desgosto ao mesmo tempo. E o pulso? Ai, ai… Apesar de tudo, ainda pulsa e já não espirro muito.

O céu não é perto…

cristo rei

Eu e o Cristo Rei (Almada, Portugal)

Há uma passagem no Evangelho que diz:

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. – Quão pequena é a porta da vida! Quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram.” (Mateus, 7, 13 e 14.)

Não sou religiosa nem nada, mas hoje passei por um episódio que me fez lembrar essa passagem bíblica. Com muito esforço, consegui realizar uma tarefa que parecia já não ter mais solução. Já estava vendo minhas esperanças esvairem-se e todo meu trabalho e espera de meses para ver tudo pronto cair por terra à medida que as horas passavam. Por que as coisas não são mais simples? Por que tudo tem de ser tão complicado? As portas da minha vida realmente são muito estreitas. Tenho mania, depois que tudo passa, de dizer que não sou merecedora porque tudo foi fácil. Nunca mais vou dizer isso, sabe!? O céu nunca foi perto. Não posso mais esquecer dos sufocos por que passo e dar mais valor a eles. Sinceramente, sofro desse comportamento horrível!

No que diz respeito à corrida com obstáculos que tive de enfrentar hoje, ainda bem que tive forças para superar todas as barreiras e descaso para com o meu trabalho e atingir a minha meta. Neste momento, sinto-me mesmo no reino dos céus, de tanto alívio. Sei que é apenas uma das etapas que terei que ultrapassar, mas a cada vitória, crescem novas esperanças. Tomara que as portas tenham sido estreitas para todos os meus concorrentes, para trilharmos um caminho justo de possibilidades de chegar ao paraíso.