Pele às bolinhas…

Imagem Pensei que tinha escapado, mas, pelos vistos, somente adiei. Adiei o meu momento de ver brotar em meu corpo bolhas mil, estampando a minha pele com imensas… petit pois vermelhinhas (varicela/catapora). Até gosto de roupas com bolinhas, mas bolinhas no corpo não tem a menor piada. Sempre ouvi dizer que quando essas doenças típicas da infância ocorrem na idade adulta é muito mais forte do que seria em caso contrário. A minha filha, com 3 anos, também foi “presentada” com as tais bolinhas, mas com muito menos intensidade e com muito mais rapidez de cura do que as minhas. Devo dizer que não gostei nada de experiência e nem gosto de imaginar as sequelas que a minha pele do corpo terá. Quando ficar apta para ir à rua, vou rapidamente saber que outras doenças pueris possuem vacinas, porque não quero e não tenho mais idade para perder dias dentro de casa e sofrer de dores e marcas. Com a minha filha, muitas aventuras destas ainda me aguardam, uma vez que nada de enfermidades típicas tive na infância. Por isso tenho de me proteger rapidamente do que for possível. Enfim… Hoje fez um belo dia. Depois de muitos meses, dias frios, o sol hoje resolveu brilhar. Foi uma bela notícia da natureza a bater na janela de casa, de onde pude desfrutá-la. Espero que quando eu puder sair desse meu exílio, possa reverenciá-lo e que ele espere por mim, por favor, senhor Sol!

Completo hoje, 7 dias sem sair de casa…

Mais uma de Paris

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Achava que não iria mais a Paris, pelo menos não tão cedo. Mas eis que surgiu uma oportunidade e lá fomos nós outra vez. O tempo foi curto até para vermos os monumentos e caminhos tradicionais, pois temos agora de seguir o ritmo da criança, da minha filha, que tem dois anos. Embora ela ame correr, suas perninhas não aguentam o fantástico subir e descer de escadas das estações de metro e… as nossas pernas, um pouquinho maiores do que as dela, sofreram também um bocado. O calor do verão era intenso e não podíamos nos dar ao luxo de não o enfrentar. Todas as horas eram aptas a passeios. Foi muito bom a experiência e ainda tive a sorte de rever algumas pessoas amigas. Como já frisei várias vezes por cá, Paris é sempre uma festa. Apesar disso, há quadros que também chocam. Não se tratam de pinturas muito exóticas, pois mendigos a dormirem nas ruas, no seu mais completo grau de abandono pela sociedade e pela sua própria alma, é cenário facilmente encontrado em muitos países, por isso passam “em branco” aos olhos de muitas pessoas, mas causam mal estar por não combinarem com o conceito de lugar belo, organizado e rico. Enfim, coisas das sociedades modernas. Apesar disso, vale muito a pena sempre visitar aquela cidade. Amo o bairro de Montmartre que, na minha opinião, nada é mais parisiense. Segundo o Wikipédia: “Em 1860, o bairro foi ligado à cidade e transformou-se num ponto de encontro importante de artistas e intelectuais, famoso pela sua animada vida noturna. Modelos, bailarinas e pintores como Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh, Renoir e Toulouse-Lautrec frequentavam o lugar, contribuindo para criar um clima libertário.” Muito lindooo!!

Alimentação infantil

Sim. Portugal está em crise e, a quem interessar possa, tenho uma ideia para uma micro-empresa: um restaurante para crianças, com direito a serviço de entrega em domicílio e um outro ser humano para dar o alimento ao baby. Por que eu mesma não abro esse negócio? Porque sou um fracasso a alimentar a minha filha. Quero ser cliente vip desse futuro estabelecimento. Tenho um bebé de 18/19 meses que me dá imenso trabalho para comer. Tenho muito boa vontade para lhe fazer comidinhas e essas coisas, mas… ela sempre “dá para trás” com muito do que lhe preparo. Isso gera profunda e incansáveis angústias dentro de mim. Torno-me uma criança mais infantil do que ela consegue ser, pois a cada rejeição, dá-me vontade de me enfiar debaixo das cobertas e de lá não sair nunca mais. Muitas das minhas amigas, que têm crianças com essa faixa etária, dizem-me: “deixe-a. Ela não come porque não tem fome!” Ela tem fome, o problema é esse. Já fiz imensos exames de sangue etc. para saber se ela tinha algum problema de saúde, mas, ainda bem, não é esse o caso. Ela tem muita falta de peso. Tem 18 meses e apenas 9kg. Se deixa de fazer uma refeição, isso já conta. Quando tem uma constipaçãozita, fica finiiiiiiinha, fininha… As costelas aparecendo e… a minha angústia chega a níveis de stress/depressão altíssimos. E ainda vem uns idiotas perguntarem: “- Mas ela não come por quê?” Essa pergunta é de um nível de idiotice jamais visto. SEI LÁ!!!!  Se soubesse estava muito bom. NÃO SEI!!! Ela não me sabe dizer!!!! Dizem que a mãe tem muita culpa nisso, pois passa o stress para a criança e a faz rejeitar a comida. Então, o que eu posso fazer? Não consigo mais recuperar o meu estado normal antes de lhe alimentar, pois fico sempre na ânsia de que tudo corra bem. Já a mandei para a escola, para ela comer lá. Mas ainda me sobram os jantares e as refeições do fim de semana. Isso parece ser um problema maior do que se pensa. Essa é a pior parte da incrível arte de ser mãe. Quando comparo as pernas e pés dela com uma criança de 9 meses, chego a ficar assustada, pois o bebézinho é um monstro junto dela. Ai, ai, dá até vontade de rir, às vezes. É sempre bom manter o bom-humor, senão fica louca. Por favor, após ler esse texto, não me venha dizendo: “-Ah, meu filho(a) nunca teve isso, graças a Deus come muito bem…”. Se não foi para a judar, não me venha angustiar mais com a sua felicidade, ehehe.

Regist(r)o de nascimento

Hoje fui ao Consulado Geral do Brasil em Lisboa. Fui saber o que era preciso para minha filha ser legalizada como brasileira. Sou casada com um cidadão português e a criança, a nossa filha, tem 18 meses e documentação apenas portuguesa (cartão do cidadão, certidão de nascimento e passaporte). Nas informações, disseram-me que o primeiro passo a dar era fazer o registo brasileiro de nascimento da menina. Para tanto, é preciso fazer o agendamento online no seguinte endereço: www.agendacgbl.com ou através do e-mail agendaconsulado@agendacgbl.com

O declarante poderá ser o pai ou a mãe, se ambos tiverem nacionalidade brasileira. Poderá ser a mãe, se o pai não tiver nacionalidade brasileira ou poderá ser o pai, se a mãe não tiver nacionalidade brasileira.

Precisam de ser apresentados os seguintes documentos:

* Original e cópia do assento de nascimento expedido pela conservatória portuguesa (se ambos os pais tiverem nacionalidade brasileira, poderá ser apresentado o original e cópia do boletim de nascimento);

* Original e cópia das páginas 1, 2 e 3 do passaporte do pai e da mãe brasileiros (também da página 6, se tiver alguma anotação) ou cópia do bilhete de identidade do pai ou da mãe estrangeiros).

“Quando os pais viajarem ao Brasil, deverão levar a certidão de nascimento fornecida pelo Consulado-Geral para transcrevê-la no Cartório do Registro Civil de sua cidade ou no 1º Ofício da capital ou Estado em que passaram a residir, dentro de 180 dias do retorno ao Brasil.”

O senhor das informações disse-me que após registar a criança como brasileira, tem de se dar entrada no passaporte brasileiro dela, se pretende viajar para o Brasil. O passaporte, para uma criança de 1 ano, tem validade de 1 ano. Com 2 ou 3 anos de idade, o passaporte vale por 2 anos. A partir dos 4 anos de idade, o passaporte é válido por 5 anos. Quando for viajar, é preciso levar os dois passaportes. Diante dessa “complicação” toda, resolvi que vou esperar um pouco mais.

Para maiores informações, clique aqui.

In the air…

ImagemSemana passada parti, eu e minha filha de 15 meses, em viagem para o Brasil. Primeira paragem: Rio de Janeiro. Fui visitar o meu irmão que mora lá e… pretendia ver mais pessoas amigas. Para concretizar os meus planos, dispunha de um fim-de-semana e mais 2 dias. Logo descobri que quando se viaja com um bebé, tudo que se consegue é lucro e não vale a pena planejar nada, pois diante do primeiro obstáculo, tipo uma febre misturada com um tempo nublado/chuvoso, tudo vai por terra e… o tempo de estadia termina e tudo que se tinha em mente fica por fazer. A criança resolveu chorar todos os dias que lá estive e resistir a pisar o solo carioca. Colo, colo, colo era a palavra de ordem.  Não preciso dizer que minha vontade era ir embora o mais rápido possível para me livrar dessa situação. Os meus lugares de visita foram a feira de frutas e legumes, o supermercado, um shopping e uma noite fomos ao teatro, assistir à peça O Mágico de Oz, em que meu irmão atua. Minha mãe foi ter comigo lá e também foi vítima dos descontroles da minha baby. Fico feliz de ainda ter visto Dona Nadir, que não está lá muito bem de saúde, Luiza, Sr. Nilton e alguns colegas de meu irmão do teatro. Lamento não ter visto os meus professores, Carol, Cecilia, Renata. Espero que a vida me dê mais oportunidades e tempo de encontrar com todas essas pessoas.

Segunda e atual paragem: João Pessoa, na casa de meus pais. O quadro de chororo ainda persiste, mas com ligeiras melhoras. Estou em vias de ter uma sincope nervosa. Aproveito esse espaço para dizer que estou na área e quem puder me ver, ou tiver muito tempo para me ver, venha ou me espere. Tenho vontade de visitar toda a gente, mas não estou podendo planejar encontros, pois corro o risco de falhar e depois me sentir muito mal. Não tenho o telefone de todos, portanto, fiquem à vontade para me procurar. Ficarei imensamente feliz e minha alma se regozijará (ai como é difícil dizer isso!). Fica aqui novamente o meus mais profundo lamento às pessoas que não pude ver nessa ocasião.