Um peixe morre pela boca

peixinhoSou geminiana e, como muitos devem saber, este signo tem um enorme potencial para a comunicação. Seu lema costuma ser: “Quem tem boca vai a Roma”. Bem, no meu caso… violo tais habilidades de forma brutal e transformo essa sentença em “Um peixe morre pela boca”. Primeiramente, tenho um pânico de comunicar para plateias. Tremo tanto que dou lições a varas verdes. Tenho vontade de falar, de soltar o verbo para todos ouvirem. Imagino-me já na gloriosa cena, mas… quando chega a acção, borro-me toda. Tenho 4… anos (não interessa a ninguém o outro número, ok? Aqui não é revista Caras! Eheheheh), nunca fui à Roma e, senhoras e senhores, a fala é a minha maior fonte de martírio. Há coisas que digo que, sinceramente, gostaria de nunca ter dito e… como já disse e não há nada a fazer, tenho uma vontade imensa de saltar para frente de um comboio. Sou uma doente-verbal, eheheheheheh. Arrependo-me menos das coisas que faço do que das coisas que digo (há dias que solto umas opiniões que não sei de que parte de meu corpo sairam, sinceramente… Depois, apercebo-me da diarreia verbal proferida e só falto morrer por dentro de vergonha de mim mesma). E… quando alguém reforça a minha falha dizendo: “É, realmente, não devias ter dito aquilo…” Olho para um lado e para o outro, chego até a ouvir o piuíiiiiiii, mas o maldito comboio nunca aparece para livrar-me daquela aflição que se apodera de mim, eheheheheh (exagero danado, não é? Pois…). Ainda fico curada desta paranóia, pulo para dentro do tal comboio e vou mais é embora para Roma, rir mais de mim mesma, das situações e embaraços que impinjo à minha pessoa. Só rindo… Só o riso salva!

A fazer minha cabeça em água

cabeça d'águaQuando cheguei em Portugal, tive contato com essa magnífica expressão “a fazer a cabeça em água”, ou seja, alguém, ou algo, causa extrema preocupação/chateação à outra pessoa. Neste exato momento de minha vida, tenho a sensação que meu cérebro não passa de um amontoado de líquido inerte, insípido-incolor-inodoro = água, onde, em vez de neurônios, boia um lindo peixinho dourado adoentado. Estou com uma hidrocefalia psico-social. Tenho um trabalho para fazer, do qual nada entendo; Um futuro incerto para gerir; Um bebé abaixo do peso e que faz da comida um mero detalhe em sua vida e… estou lutanto contra uma tal vertigem que me afastou da vida de condutora de automóveis (estou frequentando uma auto-escola para voltar à conduzir/dirigir e tenho medo que no final das aulas a investida não resulte). Isso tudo junto desmancha a minha mente, esfarela a pobrezinha, que já não funciona como antigamente. Ainda por cima, estou com uma constipação/resfriado e, do meu nariz sai… água. Devido ao meio aquático que me cerca, hoje sonhei que uma onda enorme engolia-me, junto ao meu marido e à minha filha. Ai, que horror!!